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"Sexy é você não se sentir sexy e estar bem consigo", diz Isis Valverde

Isis Valverde - Samuel Chaves/BRAZIL NEWS
Isis Valverde Imagem: Samuel Chaves/BRAZIL NEWS

Carol Martins

Colaboração para Universa

09/03/2018 12h01

Isis Valverde vive dias plenos tanto na carreira -- protagonizará a nova novela das seis da Globo -- como no amor, ela namora o modelo André Resende. Mas a atriz já passou por maus tempos ao sentir na pele discriminação por machismo.

No dia Internacional da Mulher, comemorado na última quinta-feira (8), a atriz falou sobre machismo, rótulos e empoderamento feminino durante um evento em São Paulo.

Considerada por muitos como símbolo sexual, Isis tem um olhar distinto sobre o assunto. "Sexy é você não se sentir sexy. Eu sou eu, acho que o lado sexy da mulher vem pelo fato de ela se entender e se sentir bem consigo mesma”, afirmou.

Sobre os ataques que viveu diante dos rumores sobre o affair com o ator Cauã Reymond, que teria ocasionado a separação dele e de Grazi Massafera, Isis preferiu não se pronunciar neste caso específico. "Esse episódio já desdobrei mil vezes, já falei muito, já respondi a todas as perguntas e ficou exaustivo.”

A atriz anda fez questão de frisar que mulheres sofrem agressões por levarem a culpa em diversos casos por conta da cultura misógina. "Uma vez uma motorista disse que perdeu um cliente porque, o homem em questão, saiu do carro alegando que não entrava em ‘carro com mulher dirigindo’. E ela dirigia maravilhosamente bem, dirigia até ônibus", contou. "Se você é casada e o relacionamento acaba, a culpa é sua que não segurou o seu marido. Por que a conta sempre cai em cima da gente?", questionou.

Porém, Isis não se surpreende com os métodos da “idade da pedra” que acompanha a mulher desde sempre. "Já sabia que era assim. Minha mãe, assim que nasci, soltou a seguinte frase: ‘não queria que você tivesse nascido mulher. O mundo é dos homens’. Isso é algo muito forte, muito real”, pontuou.

“Mas estamos acordando e ninguém está achando mais normal. As próprias mulheres atacavam umas às outras. São coisas que a sociedade cria para agredir a mulher, para que ela não expresse muito o que ela pensa".

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