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Programa espião Pegasus foi usado para hackear celulares do governo dos EUA

Ao fundo, prédio que abriga o grupo israelense NSO, dono do sistema Pegasus, em Herzliya, perto de Tel Aviv - Jack Guez/AFP
Ao fundo, prédio que abriga o grupo israelense NSO, dono do sistema Pegasus, em Herzliya, perto de Tel Aviv Imagem: Jack Guez/AFP

Por Christopher Bing e Joseph Menn

WASHINGTON/SAN FRANCISCO (Reuters)

03/12/2021 16h56

iPhones de ao menos nove funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos foram hackeados por um desconhecido que usou um programa sofisticado desenvolvido pela empresa NSO Group, sediada em Israel, de acordo com quatro pessoas a par do assunto.

As invasões cibernéticas, que aconteceram ao longo de vários meses, ou visaram autoridades dos Estados Unidos radicadas em Uganda, ou se concentraram em questões relativas ao país da África Ocidental, disseram duas das fontes.

As intrusões, reveladas em primeira mão pela Reuters, representam as invasões mais amplas de funcionários dos EUA com tecnologia NSO de que se tem conhecimento. Anteriormente, uma lista de números com alvos em potencial, incluindo algumas autoridades norte-americanas, emergiu em reportagens sobre a NSO, mas não estava claro se as intrusões foram meras tentativas ou se tiveram sucesso.

A Reuters não conseguiu determinar quem realizou os ataques cibernéticos mais recentes.

Em um comunicado emitido na quinta-feira, o NSO Group disse que não tem nenhum indício de que suas ferramentas foram usadas, mas cancelou as contas relevantes e investigará com base nas reportagens da Reuters.

Há tempos a empresa diz que só vende seus produtos a agências governamentais de aplicação da lei e a clientes de inteligência, ajudando-os a monitorar ameaças de segurança, e que não se envolve diretamente em operações de vigilância.