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Cidade fantasma: imagens de satélite mostram Wuhan antes e após coronavírus

24.jan.2020 - Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan - AFP
24.jan.2020 - Médica usando roupas de proteção no hospital da Cruz Vermelha em Wuhan Imagem: AFP

Felipe Oliveira

Colaboração para Tilt

07/02/2020 12h58

Sem tempo, irmão

  • Cidade de Wuhan foi considerada o epicentro do novo coronavírus
  • Com restrições no transporte, cerca de 11 milhões de pessoas estão "presas" na cidade
  • Imagens de satélite mostram ruas da cidade desertas e abandonadas
  • Congelamento nos transportes fez número de voos ao país desabar

Fotos tiradas do espaço a partir de satélite mostram que a cidade de Wuhan, na China, praticamente parou após o governo chinês interromper todo o transporte na cidade devido ao surto de coronavírus. A metrópole de cerca de 11 milhões de habitantes é o epicentro do novo surto que vem assustando as pessoas ao redor do mundo.

Imagens enviadas ao MIT Technology Review mostram que a medida do governo chinês, que visa conter o coronavírus, deixou as ruas da cidade praticamente desertas. Pontes, estradas e estações de trem, que estavam extremamente cheias até o final de 2019, estão abandonadas. Até mesmo o aeroporto da cidade, que já chegou a movimentar 11 milhões de pessoas em apenas um ano, está abandonado.

O efeito do congelamento nos transportes na cidade, anunciado pela China em 22 de janeiro, já é sentido pelo país. De acordo com a FlightAware, companhia de rastreamento aéreo, os voos internacionais despencaram no último mês. O país asiático viu o cancelamento de 222 partidas (16,7%) e 238 chegadas (18,2%)

Veja imagens do antes e depois na cidade:

Antes do surto de coronavírus - MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review - MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review
Antes do surto de coronavírus
Imagem: MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review

Depois do surtoe de coronavírus - MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review - MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review
Depois do surto de coronavírus
Imagem: MAXAR TECHNOLOGIES/MIT Technology Review

Avenida antes do surto de coronavírus - 22. PLANET LABS;MIT Technology Review - 22. PLANET LABS;MIT Technology Review
Avenida antes do surto de coronavírus
Imagem: 22. PLANET LABS;MIT Technology Review

Avenida depois do surto de coronavírus - 22. PLANET LABS/MIT Technology Review - 22. PLANET LABS/MIT Technology Review
Avenida depois do surto de coronavírus
Imagem: 22. PLANET LABS/MIT Technology Review

Combate intensificado

O coronavírus já matou ao menos 563 pessoas na China e, até ontem, 6 de fevereiro, infectou 28.018 pessoas naquele país, de acordo com a Comissão Nacional de Saúde. A epidemia, que teve Wuhan como epicentro, já se espalhou por vinte países - nenhum caso foi registrado até agora no Brasil.

As quarentenas, que se iniciaram em Wuhan, foram intensificadas pelo governo chinês, com cidades do leste do país impondo restrições ao deslocamento, afetando dezenas de milhões de pessoas.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) solicitou US$ 675 milhões (cerca de R$ 2,8 bilhões) à comunidade internacional e anunciou o envio de 500 mil máscaras cirúrgicas e 350 mil pares de luvas à 24 países. Além disso, 250 mil kits de detecção do vírus foram enviados para cerca de 70 laboratórios ao redor do mundo.

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