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Novo vírus brasileiro de celular pode ler WhatsApp e roubar senha do banco

Malware para celular podia capturar quase tudo do aparelho - Getty Images
Malware para celular podia capturar quase tudo do aparelho Imagem: Getty Images

Gabriel Francisco Ribeiro

De Tilt, em São Paulo

31/08/2019 11h16

Sem tempo, irmão

  • Malware chamado "BRata" podia ler mensagens e acessar senha de bancos
  • Programa conseguia até espionar o usuário ativando microfone e câmera
  • Vírus afetava usuários do sistema Android 5.0 e posteriores
  • Kaspersky encontrou malware na loja oficial do Google e em não-oficiais

Um novo malware brasileiro identificado pela Kaspersky, empresa de segurança cibernética, pode ser capaz de monitorar seu celular em tempo real. Chamado "BRata", o programa malicioso conseguia até ler aplicativos criptografados de mensagem instantânea, como o WhatsApp, e roubar sua senha do banco.

Basicamente, o malware espiona o smartphone da vítima em tempo real, monitorando a tela do dispositivo. Assim, ele conseguiria roubar diversos dados e realizar algumas tarefas, tais como:

  • Transações bancárias
  • Leitura de apps criptografados
  • Roubar emails
  • Acessar mensagens instantâneas, localizações e histórico de navegação
  • Acessar senhas e logins, como do internet banking

O malware era tão grave que era possível até mesmo espionar a vítima ativando a câmera e o microfone do celular. O 'BRata' ainda conseguia escurecer a tela do smartphone da pessoa afetada para ocultar as ações do hacker. Por meio de serviços de acessibilidade, ele conseguia até interagir com outros apps instalados no dispositivo.

O trojan foi detectado pela primeira vez em janeiro de 2019, hospedado na Google Play, loja oficial de aplicativos para Android. Ele também foi encontrado em lojas de aplicativos Android não-oficiais. Essa detecção mostra o poder global do crime online.

"Antes, o privilégio dos ataques móveis era limitado a alguns grupos especializados. Porém, hoje praticamente qualquer pessoa tem acesso a eles, pois o malware é comercializado no mercado clandestino por R$ 3 mil e negociado com outros criminosos em troca de serviços ou outros malware", afirma Dmitry Bestuzhev, diretor da Equipe de Análise e Pesquisa Global da Kaspersky na América Latina.

De acordo com a Kaspersky, o malware poderia afetar sistemas com o Android Lollipop 5.0 ou posteriores. Para afetar usuários, os cibercriminosos utilizavam vetores como notificações push em sites comprometidos e mensagens entregues pelo WhatsApp ou SMS.

O malware também foi identificado disfarçado como uma correção de vulnerabilidade que foi usada em ataques contra o WhatsApp lançados em junho - a falsa correção chegou a atingir mais de 10 mil downloads na Google Play, alcançando mais de 500 vítimas por dia, antes de ser removida pelo Google.

Como se proteger

A Kaspersky fez algumas recomendações para evitar ser alvo deste malware ou de outros do tipo:

  • Analisar com atenção as permissões solicitadas por aplicativos. Caso solicite algo que não é necessário para realizar suas operações normais, pense nas consequências disso para sua privacidade;
  • Manter o sistema operacional de seu dispositivo móvel sempre atualizado;
  • Nunca clicar em URLs de fontes desconhecidas ou suspeitas;
  • Pensar duas vezes antes de aceitar notificações push de sites e aplicativos;
  • Instalar uma solução de proteção sólida com função em tempo real em todos os seus dispositivos móveis

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