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Renato de Castro

Como a IA que faz legendas de vídeos ao vivo "entende" o que você fala?

Inteligência artificial da Skylar fez a tradução simultânea e a legendagem da live - Renato de Castro
Inteligência artificial da Skylar fez a tradução simultânea e a legendagem da live Imagem: Renato de Castro
Renato de Castro

Renato de Castro é expert em Cidades Inteligentes. É embaixador de Smart Cities do TM Fórum de Londres, membro do conselho consultivo global da Leading Cities de Boston e Volunteer Senior Adviser da ITU, International Telecommunications Union das Nações Unidas. Acumulou mais de duas décadas de experiência atuando como executivo global. Renato já esteve em mais de 30 países, dando palestras sobre cidades inteligentes e colaborando com projetos urbanos. Atualmente, reside em Barcelona onde atua como CEO de uma spinoff de tecnologia para Smart Cities.

01/11/2020 04h00

Essa semana conversei com Luana Moro, cofundadora e CEO da Skylar, uma startup 100% nacional de inteligência artificial criada e incubada em Piracicaba, interior de São Paulo. A Skylar foi uma das primeiras empresas no Brasil a desenvolver uma inteligência artificial para a legendagem automática simultânea de conteúdos audiovisuais no formato ao vivo ou gravado. A solução da empresa já é capaz de legendar conteúdos em tempo real para eventos ao vivo em português, inglês e espanhol.

Legendagem não é só uma tradução para texto para ser colocada no vídeo. Há uma série de regras bem sofisticadas para isso. Veja o caso da Netflix ou outros serviços de streaming, por exemplo. Percebeu que dá tempo para você ler o texto e no nomento que a fala é dita na tela? Todos esses detalhes importantes foram trabalhados para desenvolver a Skylar, como a Luana Moro contou na nossa conversa.

Quer saber mais detalhes e ainda ver como essa ferramenta funciona na prática? Assista ao vídeo abaixo —ou leia as legendas ;)

Nos tempos difíceis de distanciamento social que estamos vivendo, a humanidade se tomou mais digital do que nunca. Não quer dizer que não fossemos antes. Uma vida quase cotidiana nas redes sociais e as reuniões por videoconferência já eram uma realidade, mas não eram a regra. E mais, a verdadeira disrupção veio na comprovação da eficiência do chamado home office e homeschooling —trabalho e estudos não presenciais, na maioria das vezes em nossas casas.

Os desafios em tempos de crises são sempre enormes. Mas as oportunidades também. Uma prova disso é o "fenômeno Zoom". Como eu já havia mencionado em outro texto, nos primeiros três meses de pandemia, a Zoom, líder mundial em comunicações de vídeo, saltou de 10 milhões de usuários diários para mais de 200 milhões em março de 2020, o que inclui 90.000 escolas em 20 países diferentes. Consequentemente, de acordo com o BusinessInsider, com uma capitalização de mercado de US$ 48,78 bilhões, a empresa hoje vale mais do que as sete maiores companhias aéreas do mundo juntas.

De forma geral, as empresas de tecnologia aparentam estar conseguindo contornar bem a crise. Muitas delas têm aproveitado para crescer e expandir com o aumento na demanda por digitalização, catalisado pela covid-19. E a boa notícia é que temos empresas tupiniquins também surfando essa onda.

Você tem uma ideia legal, mas está com medo de empreender? Se inspire com a história bacana dessa aspirante a unicórnio 100% made in Brasil.