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Ubisoft: saída em massa de funcionários pode atrasar novos jogos

De START, em São Paulo

21/12/2021 16h17

Ubisoft pode estar lidando com um grave problema de recursos humanos, segundo o site investigativo Axios. De acordo com o veículo, a empresa tem sofrido com a "saída em massa" de diversos funcionários nos últimos 18 meses.

Os pedidos de demissão têm ocorrido no baixo, médio e também no alto escalão. Cinco das 25 pessoas citadas no topo dos créditos de Far Cry 6 já se demitiram. E 12 das 50 no topo dos créditos de Assassin's Creed: Valhalla também abandonaram seus cargos.

Segundo o perfil no Linkedin dos estúdios da Ubisoft em Montreal e Toronto, no Canadá, eles perderam, conjuntamente, 60 colaboradores nos últimos seis meses.

Em condição de anonimato, dois funcionários disseram à Axios que estas saídas frequentes estão impactando o ritmo de produção dos novos jogos. Entre os projetos na empresa estão uma nova versão de Splinter Cell, o remake de Prince of Persia e o novo Assassin's Creed: Infinity.

Há algumas explicações possíveis para esse "êxodo em massa". Uma delas vai muito além da indústria gamer.

Ao que tudo indica, a pandemia de covid-19 fez as pessoas reavaliarem sua situação profissional com outros olhos. Vários especialistas no mundo estão detectando uma quantidade anormal de trabalhadores pedindo demissão em vários setores da economia - simplesmente frustrados com as condições do emprego atual ou em busca de novas oportunidades.

No caso da Ubisoft em Montreal, os funcionários entrevistados pela Axios acreditam que a "culpa" é do mercado aquecido: há uma grande quantidade de boas ofertas de emprego em estúdios concorrentes. A Ubisoft até ofereceu aumento de salário recentemente para tentar conter o problema.

Outro aspecto pode ser o modo como a empresa reagiu às denúncias de sexismo e comportamento tóxico na cultura corporativa, feitas por funcionários e ex-funcionários desde 2020.

Segundo um ex-funcionário: "eles [os diretores da Ubisoft] enfatizavam constantemente a ideia de 'seguir adiante' e 'olhar para frente', ignorando as reclamações e preocupações dos empregados. A reputação da companhia era muito difícil de suportar. Era realmente vexatória".

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