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Miley Cyrus aposta no rock e lança melhor álbum ao lado de lendas da música

Miley Cyrus
Miley Cyrus
Reprodução

Daniel Palomares

De Splash, em São Paulo

27/11/2020 04h00

Demorou, mas chegou. Depois de um período turbulento que envolveu o fim de seu casamento e sua casa pegando fogo — literalmente — Miley Cyrus lança seu sétimo álbum de estúdio, "Plastic Hearts".

E parece que a espera valeu a pena...

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Capa do novo disco de Miley Cyrus, 'Plastic Heart'
Imagem: Reprodução/Instagram
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Vida pessoal conturbada

No início de 2019, logo após seu casamento com Liam Hemsworth, os incêndios da Califórnia acabaram engolindo totalmente a casa dos dois. Perdido nas cinzas também ficou o relacionamento deles, que chegou ao fim em agosto do ano passado.

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Miley Cyrus e Liam Hemsworth
Imagem: Valerie Macon/AFP

Mudança de planos

Miley iria lançar uma trilogia de EPs chamada "She is Miley Cyrus". O primeiro dos três chegou às plataformas em maio, mas a separação de Liam a fez repensar os planos. "Slide Away", então, foi lançada, totalmente em referência à separação dos dois. E a mudança seria ainda maior.

Eu ia fazer um conjunto de 3 EPs, que eram incríveis e estava apaixonada pelas músicas. Mas aqueles dois EPs não eram mais relevantes, embora eu ame as músicas pelo que elas eram. Elas perderam a relevância.

explicou Miley, em entrevista ao radialista Zane Lowe

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Renascimento

Deixando para trás as músicas que não a representavam mais, Miley mergulhou na produção do "Plastic Hearts", com uma pegada bem diferente de antes. Ela assumiu uma postura mais agressiva e apostou na sonoridade rock, que tantos fãs já pediam há muito tempo.

Recados para Liam

Ao invés da triste lamentação por Liam em "Slide Away", Miley assume uma postura mais radical contra o ex-marido nas faixas do novo disco. O primeiro single, "Midnight Sky", é um recado bem claro para o australiano.

Eu nasci para correr, eu não pertenço a ninguém
Não preciso ser amada por você!

diz Miley, na letra

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No final do clipe de "Prisoner", parceria com Dua Lipa, a cantora deixa um recado para todos os ex-namorados: "Comam merda!". É essa a Miley que encontramos no novo disco: agressiva, desbocada e mais livre do que nunca.

É essa Miley que amamos.

Se encontrando

Miley iniciou sua carreira no pop-rock de "Hannah Montana", já investiu no pop dançante do "Can't Be Tamed" (2010), no rap do "Bangerz" (2013) e também nas suas origens country no "Younger Now" (2017). Mas nada nunca soou tão autêntico quanto seu novo trabalho.

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De estrela teen à diva: a evolução surpreendente e polêmica de Miley Cyrus
Imagem: Getty Images

Na companhia de lendas

Além de entregar o seu trabalho mais coeso, Miley ainda teve a honra de trabalhar com alguns dos seus maiores ídolos no "Plastic Hearts". Joan Jett, Billy Idol e Stevie Nicks, verdadeiras lendas do rock, se unem a cantora nas melhores faixas do álbum.

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Ela cresceu. Mesmo.

Se ainda havia alguma dúvida de que Miley tinha amadurecido, o novo álbum é a prova disso. Com a série de covers que realizou ao longo do ano (alguns também incluídos no disco), ela atraiu fãs de outras gerações que também se encantaram por sua voz rouca e potente.

Os tempos de Hannah Montana ficaram realmente para trás, mas ainda há espaço para que os fãs mais antigos se deliciem com o novo disco. A essência de Miley está inteiramente ali, com uma roupagem mais radical do que nunca.

Quase rockstar

Na mesma entrevista com Zane Lowe, Miley conta que decidiu se manter sóbria no ano passado para evitar se juntar ao infame "Clube dos 27", que reúne estrelas que morreram aos 27 anos. Durante a quarentena, porém, ela voltou a beber. Mas a vida de rockstar de Miley é mais cuidadosa.

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Eu nunca sentaria e aqui e diria 'Estou sóbria'. Eu não estou. Tive uma recaída e agora estou sóbria de novo há duas semanas. Sinto que aceitei. Penso: 'Não fique brava, fique curiosa'. Se pergunte por que a recaída aconteceu.

É rock que você quer? Então toma esse rock!

"Plastic Hearts" já está disponível em todas as plataformas digitais.