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Luciana Bugni

Luana Piovani sofre com ex: educar junto é difícil, separado ainda mais

Luana Piovani: educação após o divórcio é uma missão solitária - Reprodução/Instagram
Luana Piovani: educação após o divórcio é uma missão solitária Imagem: Reprodução/Instagram
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Luciana Bugni

Luciana Bugni é gerente de conteúdo digital dos canais de lifestyle da Discovery. Jornalista, já trabalhou na "Revista AnaMaria", no "Diário do Grande ABC", no "Agora São Paulo", na "Contigo!" e em "Universa", aqui no UOL. Mora também no Instagram: @lubugni

Colunista do UOL

05/12/2021 04h00

Luana Piovani se separou em 2019 de Pedro Scooby, com quem foi casada por 6 anos e tem três filhos. Constantemente, ela reclama da maneira como o ex trata seus filhos. Dessa vez, ela afirmou que eles voltaram para casa cantando funk de conotação sexual — e apesar de gostar do ritmo, não permite que as crianças digam ou ouçam palavras de baixo calão.

No começo da postagem, Luana afirma que se sentia angustiada e achava que quando essas angústias são divididas, melhora um pouco. É verdade. Mães e pais constantemente falam sobre os problemas da criação dos filhos com amigos. O método de Luana, que tem milhões de seguidores, é um pouco diferente dos desabafos de pessoas normais, como eu e você. Mas no fundo é a mesma coisa. Uma mãe tentando formar o caráter das crianças com os valores que ela acha importantes.

Nesse caso, a displicência paterna ao deixar ouvir uma música considerada imprópria pela mãe é o incômodo principal. Há outros, como deixá-los se atrasar para um compromisso esportivo. Luana fala de falta de empatia. E logo depois se corrige, exalta as qualidades de Pedro e afirma que não quer transformar tudo em briga — como foi o divórcio de seus pais. Para a criança, a briga é a pior coisa mesmo. Ficam ali no meio sofrendo por ambas as partes.

Criar junto já é complicado. Decidir o tratamento adequado para alguma doença ou a hora de dormir em conjunto pode provocar várias brigas conjugais. O palavrão que escapa aqui, a birra que se prolonga ali. Imagina isso em casas separadas? Dá para entender o desabafo decepcionado de Luana: após o divórcio, a oportunidade de diálogo e argumentação praticamente se extingue e em muitos casos só dá para desabafar mesmo. Resolver junto que é bom, nada.

Formar um caráter junto, com valores diferentes

Parto de um princípio: se você foi casado com a pessoa, algum atributo ela deve ter. Pensar nas qualidades positivas, como disse Luana, faz bem para não cair num abismo de falar mal do ex o tempo todo. Quem sofre com isso são as crianças. Mas que é complicado entender que aquela pessoa a quem você amou um dia não tem os mesmos princípios que você na educação dos filhos que tiveram juntos... ah, isso deve ser.

A gente divide os bens na boa, se recompõe após términos traumáticos, supera traições em pouco tempo... sofrido mesmo é aceitar que metade do caráter do seu filho está sendo formado por alguém que não tem os mesmos valores que você. Luana, que parece estar mal exatamente por isso, tem toda a minha solidariedade.

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