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WandaVision é tão ruim que parece série da DC

Vitor Belfort e Joana Prado - Reprodução / Internet
Vitor Belfort e Joana Prado Imagem: Reprodução / Internet

Colunista do UOL

16/01/2021 11h11

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O mundo estava em compasso de espera pela estreia de WandaVision, primeira série do tal Universo Cinematográfico da Marvel produzida especialmente para o Disney+. A plataforma de streaming está apostando alto nesses programas, com atores importantes dos populares filmes de hominho.

Pois muito que bem. A julgar pelos dois primeiros episódios, o negócio é tão ruim que mais parece alguma bobagem da DC, famosa pelas produções estapafúrdias para cinema e TV nos últimos anos.

Não por conta da abordagem, ainda muito mais sofisticada do que qualquer coisa protagonizada pelos amigos do Batman, mas pelo resultado final, que é simplesmente modorrento.

Os produtores de WandaVision pegaram um conceito até razoável para brincar com os poderes de manipulação da realidade da Feiticeira Escarlate, livremente inspirado nos gibis do Visão escritos por Tom King em 2016 e em Dinastia M, saga de Brian Michael Bendis publicada em 2005.

Mas a sacada espertinha que tinha potencial para garantir 5 ou 6 minutos de bom entretenimento é arrastada de maneira inconsequente por dois episódios com mais de 20 minutos cada. Um tremendo desperdício do nosso bem mais valioso, o tempo.

A Marvel aprendeu direitinho a manipular o que se diz a respeito dela. De maneira metódica, garantiu o adjetivo "ousado" nas resenhas, além de dar pano para a manga de youtubers que adoram explicar demais as teorias a respeito de produtos da cultura popular.

Uma pena que a tão esperada continuação da trajetória dos Vingadores no cinema tenha começado tão mal. Os dois primeiros episódios têm jeitão de extra de DVD, aquele conteúdo colateral absolutamente desnecessário que só serve para amenizar as ansiedades dos fãs mais aguerridos.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.