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Aline Ramos

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Ninguém acima: brasileiros humilham versão gringa de Brincando com Fogo

Rita Tiecher, a encantadora de homens.  - Reprodução / Netflix
Rita Tiecher, a encantadora de homens. Imagem: Reprodução / Netflix
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Aline Ramos

Aline Ramos é jornalista, mas tá mais pra palpiteira, por isso cria conteúdo na internet desde 2014. Você com certeza já fez algum teste dela no BuzzFeed, onde foi redatora por dois anos. É especialista em diversidade e dá consultoria para marcas em temas como raça e gênero. Mas o que ama mesmo é escrever sobre entretenimento e dar opinião sobre tudo, se bobear até sobre a sua vida.

Colunista do UOL

30/07/2021 18h17

A versão brasileira do Brincando com Fogo, reality show da Netflix, superou a americana. Os gringos inventaram o programa, mas as duas temporadas deles não chegam aos pés da edição nacional.

Os programas repetem formato, regras e o desafio para os doze participantes é o mesmo: aprender a criar conexões mais profundas. Mas há uma coisa que faz toda a diferença: o elenco brasileiro. Aqui, a recepção é diferente. Vamos entender por quê.

Participantes dedicados

Apesar da dificuldade em seguir as regras do reality - não beijar e não fazer sexo -, o elenco da versão nacional se comprometeu de verdade com o programa. Isso fica nítido com o quanto os participantes se emocionam nas dinâmicas propostas e agem como se não existissem câmeras.

Clima de carnaval

Praticamente todo mundo se pegou, transou e viveu algum drama no programa. Tudo é muito intenso, seja o tesão, o amor ou a raiva. Perdão pelo spoiler, mas um casal conseguiu fazer sexo em menos de duas horas dentro do Brincando com Fogo Brasil. Essa agilidade é difícil de encontrar em outro lugar do mundo. Aqui é diferente, temos carnaval e somos especialistas na arte da pegação.

Descoberta pessoal

A vida sexual dos participantes num reality show em que não se pode transar chama bastante atenção por si só. Porém, além disso, o processo de descoberta pessoal de cada um deles também é envolvente.

Matheus Sampaio, o mais controverso, passa por uma intensa transformação. Ele vive um arco narrativo interessante e que se aproxima da jornada do herói. Seria exagero dizer que se tornou um herói no último episódio, mas certamente saiu do programa sendo uma pessoa melhor.

Mulheres no comando

Outros participantes também viveram histórias fascinantes no programa. Rita Tiecher causou polêmica por não escolher com quem quer ficar e essa indecisão provoca reflexões importantes sobre a liberdade sexual feminina.

Inclusive, no Brincando com Fogo Brasil, as mulheres dominam toda a situação e botam os homens para comer nas mãos delas. O feminismo está presente em toda a temporada, mas não chega a ser uma questão pesada.

Humor do absurdo

O reality também tem uma boa pitada de humor com o absurdo de certas situações. A diversão fica garantida pelos barracos e principalmente pelos participantes cômicos, como Davi Kneip.

Narradora com personalidade

Além do elenco, também vale destacar o trabalho de Bruna Louise, humorista responsável por ser a voz do programa. Bem-humorada, a narração de Brincando com Fogo Brasil não é fria, tem personalidade e deixa a atração leve, principalmente pelas piadas e sacadas específicas do nosso país.

Brasil, sonho dos gringos

Os americanos podem ter inventado o reality show, mas nós deixamos tudo melhor. Já temos o melhor Big Brother e agora também o melhor Brincando com Fogo.

Nem preciso dizer que não vejo a hora de uma nova temporada, não é mesmo?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL