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Europa retoma cruzeiros no Mediterrâneo com medição de temperatura, agenda para spa e sem buffet

O protocolo anti-Covid prevê medição de temperatura em cada porto, hora marcada para usar o spa e a sala de ginástica e fim das refeições em esquema de self-service - Reprodução
O protocolo anti-Covid prevê medição de temperatura em cada porto, hora marcada para usar o spa e a sala de ginástica e fim das refeições em esquema de self-service Imagem: Reprodução

Da RFI

11/08/2020 14h55

Os cruzeiros pelo mar Mediterrâneo voltarão a sair dos portos da Itália a partir da próxima semana. As gigantes MSC Cruzeiros e Costa anunciaram as datas e as novas regras de segurança para suas viagens. O protocolo anti-Covid prevê medição de temperatura em cada porto, hora marcada para usar o spa e a sala de ginástica e fim das refeições em esquema de self-service.

O primeiro barco a viajar será o MSC Grandiosa, que deixará o porto de Gênova em 16 de agosto e passará pela costa italiana e por Malta. O primeiro cruzeiro do grupo Costa levanta âncora na cidade de Trieste no dia 6 de setembro rumo à costa da Grécia.

A decisão sucede a autorização do governo italiano para a retomada dos cruzeiros em seus portos. A atividade estava suspensa na Itália desde março por conta da epidemia de Covid-19. No entanto, o governo estava sob forte pressão para a retomada ainda durante o verão europeu, que termina em setembro.

A atividade é "fundamental para a economia italiana", como lembrou o primeiro-ministro Giuseppe Conte. O setor movimenta ? 14,5 bilhões por ano no país e gera 53 mil empregos, segundo a International Association of Cruise Lines.

Novas regras

As empresas já começaram a vender passagens para as viagens e divulgaram as novas regras para garantir a segurança dentro dos barcos.

A mudança começa pelo embarque, que será feito com horário agendado para evitar filas e aglomerações no porto. Todos os viajantes terão sua temperatura medida e deverão responder a um questionário na entrada.

A máscara de proteção será obrigatória nas áreas públicas do navio, e as empresas prometem fornecer álcool gel ou locais para lavar as mãos em todas as áreas sociais.

Assistir a um show ou ir a academia vai exigir algum planejamento. Será necessário marcar hora para participar das atividades de lazer, que receberão menos gente para garantir o distanciamento social.

Nos restaurantes, o esquema de refeição em que cada pessoa se serve livremente no buffet será substituído pelo serviço à mesa com garçons.

Os protocolos anunciados seguem as recomendações da Agência de Segurança Marítima Europeia, que preparou um guia com orientações para a volta dos serviços de cruzeiro no final de julho.

Países ainda reticentes

Nem todos os países europeus, no entanto, estão tão seguros da volta do turismo de cruzeiros. No início de agosto, a Noruega decidiu proibir o desembarque em seus portos de qualquer navio com mais de 100 pessoas depois da descoberta de um foco de contaminação em um barco no porto de Tromso.

Ao menos 41 pessoas foram diagnosticadas com a Covid-19 a bordo do MS Roald Amundsen, de propriedade da empresa norueguesa Hurtigruten. O cruzeiro norueguês tinha sido um dos primeiros a retomar suas atividades, ainda em junho. Entre seus passageiros, o barco tinha pessoas vindas da Alemanha, Dinamarca, Áustria, Filipinas e Letônia.

O caso lembra que durante a pandemia, diversos cruzeiros internacionais foram foco de contaminação. Com seus espaços confinados e uma clientela bastante idosa e vulnerável, o setor foi visto como especialmente propício para a disseminação do coronavírus.

Vários barcos com passageiros contaminados a bordo ou suspeitos de estarem infectados ficaram encalhados no mar de todo o planeta, proibidos de atracar por autoridades locais do Japão, da Califórnia ou mesmo da Itália.

Conforme o guia de recomendações europeu, antes de começar a viagem, o cruzeiro terá de obter autorização de cada um dos portos com a certeza de que seus passageiros poderão ser recebidos por serviços de saúde no local ou ser repatriados em caso de necessidade. Essa regra deve retardar a volta de viagens com múltiplos países como destino.