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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Chef Mario Rosso: 'Achei que pandemia ia me quebrar, mas hambúrguer salvou'

Na contramão do mercado, chef Mario Rosso expandiu durante a pandemia - Divulgação
Na contramão do mercado, chef Mario Rosso expandiu durante a pandemia Imagem: Divulgação
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Miguel Icassati

Miguel Icassatti é jornalista e curador da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco. Foi crítico de bares das revistas ?Playboy? (1998-2000) e ?Veja São Paulo? (2000), editor-assistente e um dos fundadores do ?Paladar/jornal O Estado de S. Paulo? (2004 a 2007), editor dos guias ?Veja Comer & Beber? em 18 regiões brasileiras (2007 a 2010), editor-chefe do Projeto Abril na Copa (Placar) e da revista ?Men?s Health Brasil? (2011 a 2014). É colunista de ?Cultura de Boteco? da rádio BandNews FM e correspondente no Brasil da ?Revista de Vinhos? (Portugal).

Colunista do UOL

21/05/2022 04h00

Até o início deste ano, o chef e restaurateur Mario Rosso concentrava seus estabelecimentos gastronômicos na Zona Leste de São Paulo.

O primeiro deles foi a hamburgueria Rosso Burger, aberta em 2017 no bairro de Sapopemba. Dois anos depois veio a Osteria del Rosso, numa esquina da rua Itapura, uma das mais movimentadas do Tatuapé.

No salão de pé-direito alto e decoração bem urbana, com peças de madeira e tijolos aparentes, ambiente à meia-luz, ele serve receitas italianas tradicionais e revisitadas, a exemplo das massas — como o básico e gostoso fettuccine ao molho de tomate e manjericão —, das carnes muito bem assadas — caso da bisteca alla fiorentina — e dos petiscos, entre os quais as croquetas de pastrame. Tudo feito na casa, das pastas aos molhos, do pastrami à linguiça artesanal que é servida com ovo, cebola, manjericão e ovo frito de gema mole.

Mario Rosso no preparo do Negroni, o drinque carro-chefe da casa - Divulgação - Divulgação
Mario Rosso no preparo do Negroni, o drinque carro-chefe da casa
Imagem: Divulgação

E serve Negroni, em diferentes versões, ou seja, não falta a tradicional (Campari, gim e vermute tinto) mas o cliente tem a opção de escolher esse clássico coquetel tendo como base um vermute infusionado ora com café, ora com abóbora, por exemplo.

Durante a pandemia, Mario Rosso trilhou uma rota diferente daquela que foi percorrida por muitos empresários da gastronomia e dobrou a aposta na região, com a ampliação da rede de hamburguerias, que hoje tem três unidades na ZL: além da de Sapopemba, inaugurou as da Vila Prudente edo Tatuapé.

Nessas casas, o hambúrguer é sempre assado na parrilla (churrasqueira), o que propicia à carne um sabor tostado típico conferido pela brasa. Rosso diz:

Achei que a pandemia ia me quebrar, mas foi o hambúrguer que salvou meus negócios. É como diz o ditado: cavalo selado só passa uma vez"

Durante a pandemia, o restauranter investiu na Zona Leste. Agora, ruma para Pinheiros - Divulgação - Divulgação
Durante a pandemia, o restauranter investiu na Zona Leste. Agora, ruma para Pinheiros
Imagem: Divulgação

Mas... não serve Negroni nessas casas, embora tivesse tentado, no início da operação. Sem o devido retorno, desistiu.

Em 2022, porém, Mario Rosso voltou o foco para o lado oposto da cidade de São Paulo e inaugurou, no início do mês de março, a Rosso Cucina, em Pinheiros.

Num prédio de dois andares, em que a cozinha fica à direita, logo na entrada, a aposta é nas pizzas — cuja massa de longuíssima fermentação é das mais leves e saborosas da cidade —, sem esquecer das receitas servidas na Osteria.

Pizza à moda napolitana também são atração na nova casa - Divulgação - Divulgação
Pizza à moda napolitana também são atração na nova casa
Imagem: Divulgação

São sete sabores dos discos assados à moda napolitana, com destaque para a de mortadela com pistache, a de pancetta e a de abobrinha. Embora sejam servidas em porção individual é preciso ter apetite para vencer uma delas. Dois adultos e duas crianças satisfazem-se com três e ainda levam o que sobrou para assar no café da manhã seguinte.

A coquetelaria tem um lugar especial, com o bar instalado no piso superior, onde são preparados drinques clássicos, caso do Old Fashioned (uísque americano, xarope de açúcar, angostura, água com gás, amarena, zest de laranja, R$ 44).

Ambiente do Rosso Cucina, o novo empreendimento - Divulgação - Divulgação
Ambiente do Rosso Cucina, o novo empreendimento
Imagem: Divulgação

E serve Negroni, é claro, em quatro receitas: Rosso (R$ 29), Sbagliato (vermute 1757, espumante brut, Campari e laranja, R$ 32), Clássico (Campari, gim Bulldog, vermute 1757, perfume de laranja, R$ 39) e White (lillet, gim Bulldog, licores Cointreau e St.Germain, vermute seco, R$ 44).

E o que é melhor: das 5 da tarde às 7 da noite, de terça a sexta, quem pede um drinque ganha dois. Parafraseando o velho ditado: Deus ajuda a quem cedo... chega no bar para beber um Negroni.

Vai lá:

Osteria del Rosso. Rua Itaupra, 1128, Tatuapé
Rosso Cucina. Rua Simão Álvares, 31, Pinheiros