PUBLICIDADE
Topo

Dadá Maravilha: "Com medo de morrer, eu parei de roubar"

Do UOL, em São paulo

25/06/2020 04h00

O ex-centroavante Dario, o Dadá Maravilha, conquistou títulos e marcou gols importantes e fez parte da seleção brasileira tricampeã mundial na Copa do Mundo de 1970 na carreira como jogador de futebol, mas se recorda da infância difícil no Rio de Janeiro e como roubava durante sua adolescência, antes de decidir que não queria mais viver correndo perigo.

Em entrevista ao programa Os Canalhas, com os jornalistas João Carlos Albuquerque e Rodrigo Viana, Dadá fala de sua gratidão pela família de Zico e como o futebol o ajudou depois de ter decidido deixar de roubar quando se viu jurado de morte.

"Eu fui interno na Escola XV, que o meu pai era muito pobre e ele tinha três filhos e nós fomos para a escola XV. Eu, cabeça fraca, fui convidado por um amigo para sair para roubar, e eu saí com ele, fomos roubar uma mercearia. E quando eu cheguei lá, quando eu olho, vem um cara com um revólver assim, 'vamos embora, vamos embora', eu saí correndo e ele saiu correndo, aí tomou um tiro na nuca e caiu. E eu pirulitei", conta Dadá.

"Mas aí eu já estava jurado de morte, porque a minha fama de maluco, de ladrão já era grande, aí eu peguei e falei 'tenho que parar com isso, se não, eu vou morrer'. E o pessoal já estava querendo me pegar, porque os caras não aguentavam mais me prender. Teve um guarda que falou 'vou dar um tiro na sua cabeça', e eu com medo de morrer, parei", completa o ex-jogador.

Durante seu período como interno na Escola XV, Dadá conheceu Zico e seus irmãos Antunes, Nando e Edu, de quem se tornou próximo, e que Nando o ajudava a ir treinar.

"O Nando, quando eu fui para o Campo Grande, ele ia treinar e eu ia com ele, tinha vezes em que eu não tinha dinheiro e ele pagava a minha passagem, o irmão do Zico, o Nando. Eu considerava uma família, para mim era uma família. Eu tenho um respeito muito grande", diz Dadá, que depois de pouco contato com o futebol até os 19 anos, em poucos anos chegou à seleção brasileira.

"Não tinha o que fazer quando eu fui para o Exército, comecei a jogar bola no Exército com 19 anos. E com 24 eu estava na maior seleção que o mundo já viu, no México", conclui.

Os Canalhas: Quando e onde?

O programa Os Canalhas vai ao ar toda semana em duas edições semanais, na terça-feira, às 14h, e na quinta-feira, às 18h, em transmissão ao vivo, ou gravado, disponível na home do UOL ou nos perfis do UOL Esporte no Youtube e no Facebook e Twitter, com os jornalistas João Carlos Albuquerque e Rodrigo Viana entrevistando personalidades importantes do esporte brasileiro. Inscreva-se no canal Os Canalhas no Youtube para conferir mais de João Carlos Albuquerque e Rodrigo Viana.