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Com foco em se manter no topo, Glover aprova defesa de título no Brasil

Glover Teixeira se tornou campeão dos meio-pesados do UFC aos 42 anos - Reprodução
Glover Teixeira se tornou campeão dos meio-pesados do UFC aos 42 anos Imagem: Reprodução

Carlos Antunes, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

12/11/2021 07h00

Após Glover Teixeira conquistar o cinturão dos meio-pesados (93 kg) do UFC, com 42 anos, muita gente poderia imaginar que o lutador diminuiria a sua motivação, por já ter alcançado o grande sonho de sua carreira na modalidade. No entanto, não será bem assim. Depois de fazer história e se tornar o lutador mais velho a conquistar o cinturão do Ultimate pela primeira vez, o mineiro projeta se manter no topo o quanto puder.

Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight (clique aqui), o brasileiro destacou a alegria por ter chegado ao posto de campeão do UFC, mas reforçou que este episódio de sucesso na companhia não será o ponto final. Glover afirmou que segue com gana para seguir lutando em alto rendimento e aumentar ainda mais seus recordes no Ultimate.

"Isso (tenho o sentimento de dever cumprido), fazendo o que eu gosto e quero continuar fazendo, vivendo esse momento de luta. Não importa a idade. Estou lutando cada vez melhor, então é continuar. (...) Quero manter, defender ele agora, fazer uma luta top, lutar bem. Quero ver onde vou chegar. Ganhar aos 42 anos, defender. Lutar por mais alguns combates. Agora só penso em curtir e voltar a treinar 100%. Quero viver esse momento dia a dia e só curtir. Mas o momento que parar com esse foco é para parar de lutar. Quando parar com essa vontade é o momento de parar", disse o brasileiro.

Com o desejo de seguir por mais tempo no topo dos meio-pesados, Glover agora vai ter pela frente a sua primeira defesa de cinturão. O brasileiro admitiu que estaria apto para atuar em maio ou junho de 2022 e essa questão pode ajudá-lo a fazer mais uma apresentação histórica. Com a pandemia de COVID-19 mais controlada por conta da vacinação, existe a expectativa do UFC retornar ao Brasil e, agora com o mineiro como destaque, poderia liderar um card no seu país. Possibilidade aprovada pelo atleta.

"Lutar no Brasil é sempre bom, lutar em casa, na frente do público brasileiro. Ainda mais agora voltando, a galera deve estar com vontade de ver uma luta. Vai ser um caos do lado bom. Depende do UFC. Com certeza serei muito feliz de lutar aí. Escutei falando que estão pensando em fazer um evento no Brasil, então quem sabe... Nem estava pensando nisso. Mas claro (que topa se tiver a chance)", afirmou Glover, que fez sua última atuação no Brasil em outubro de 2014, em evento que foi realizado no Rio de Janeiro.

Se Glover ainda não sabe o local da sua primeira manutenção de cinturão, o adversário ele já tem certo. Depois que superou Blachowicz, o brasileiro encontrou Jiri Prochazka e o confirmou como próximo desafiante. Embora frise que esse embate está longe de acontecer, o mineiro natural de Sobrália analisou o estilo do seu oponente.

"Ele é duríssimo. Ele é diferente, movimenta bem e ele é meio maluco, como Johnny Walker, joga de todos os lados, então tem que ficar esperto. Não estou pensando nele, tirando esse tempo para descansar. Quando for vendo a luta, vamos ajeitando. É colocar para baixo, mas ele não vem tão doido, vem com cautela", concluiu Glover.

Glover Teixeira compete no MMA profissional desde 2002 e acumula 33 vitórias e sete derrotas em sua carreira. Atualmente, o lutador atravessa grande momento no UFC, com seis triunfos seguidos, sua melhor marca na organização desde a estreia nela, em 2012.

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