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Animado com volta do público, Edson Barboza prevê 'roubar' torcida de rival

Edson Barboza, lutador do UFC - Douglas P. DeFelice/Getty Images
Edson Barboza, lutador do UFC Imagem: Douglas P. DeFelice/Getty Images

Neri Fung, em Niterói (RJ)

Ag. Fight

14/05/2021 06h30

Nos mais de dez anos de serviços prestados ao UFC, Edson Barboza se notabilizou por entregar grandes momentos de entretenimento para os fãs, seja através de verdadeiras 'guerras' dentro do octógono, ou com nocautes plasticamente incríveis, como no histórico chute rodado que levou Terry Etim à lona em 2012. E neste sábado (15), depois de experimentar a ausência de público em suas últimas duas lutas, por conta da pandemia de COVID-19, o brasileiro sentirá novamente o calor da torcida presente no ginásio.

Agendado para acontecer no 'Toyota Center', em Houston (EUA), o UFC 262 será o segundo evento promovido pela organização com presença irrestrita de público desde o início da pandemia, em março do ano passado. Com duelo contra o americano Shane Burgos marcado para o card principal do show, Edson Barboza - em entrevista exclusiva à reportagem da Ag Fight - se mostrou empolgado com a oportunidade de reencontrar os fãs.

Ainda que aposte no apoio inicial dos fãs americanos para o lutador da casa, Edson confia que pode virar o jogo e ganhar a torcida do público presente durante o combate, especialmente por causa de seu estilo de luta. E baseado no histórico de grandes apresentações do brasileiro no octógono do Ultimate, é difícil descartar essa possibilidade.

"É bem diferente. (Sem o público) parece que você está em um treino. É muito diferente. Não é melhor, mas também não é pior. Tive que me preparar de novo psicologicamente para isso. Mas eu estou muito empolgado para que chegue o dia logo e eu possa reencontrar o público. Principalmente pelo meu estilo de luta, toda vez que eu acerto o cara, a torcida faz: 'Ohhh'. Então, é diferente. Mal posso esperar para chegar sábado", destacou Barboza, ante de comentar sobre o apoio da torcida.

"Acho que (a torcida) vai estar do lado dele, ele é americano. Mas, com certeza, a torcida pode virar para mim. Quando eu começar a acertar, eles vão começar a falar: 'Wow, não vai ter como torcer contra esse cara'. Vamos ver como vai ser", ponderou o lutador natural de Nova Friburgo (RJ).

Se a coleção de grandes momentos protagonizados dentro do octógono do UFC já está garantida em seu legado, um importante detalhe ainda move o lutador fluminense. Apesar de se manter durante anos entre os principais atletas de sua categoria - anteriormente no peso-leve (70 kg) e atualmente entre os penas (66 kg) -, Edson ainda não foi contemplado com uma disputa de cinturão na principal organização de MMA do planeta.

Ainda que reconheça que a conquista de um título seria a "cereja do bolo" na trajetória que vem construindo no UFC, Barboza evita que o objetivo de carreira se torne uma obsessão, e prega focar suas atenções na subida de um degrau por vez. Afinal, como o próprio ressalta, os feitos atingidos por ele dentro do octógono já lhe garantem um lugar de destaque na história da organização.

"Acho que o meu legado, se eu parasse de lutar hoje, já estaria escrito. Eu tenho certeza que os anos vão passar e as pessoas vão falar: 'Tinha um maluco aí... um cara que lutava em pé, que nocauteou assim, nocauteou assado, que nocauteava de tudo quanto é jeito'. Acho que o meu legado já está aí, eu estou construindo ele ainda. Mas sem dúvida nenhuma, seria a cereja do bolo eu conquistar o cinturão do UFC. Meu legado está em construção, mas eu já fiz muito. Tenho certeza que eu já fiz muito. A história que eu vou deixar é muito bonita", destacou Barboza, antes de pregar paciência em uma possível corrida pelo 'title shot'.

"Uma luta por vez. Até porque eu acredito muito no agora, não penso muito lá na frente. O lá na frente não existe. Então, meu objetivo principal, no qual eu estou focado, é essa próxima luta, e depois a gente vê mais na frente", finalizou o brasileiro.

Aos 35 anos, Edson Barboza soma 21 vitórias e nove derrotas em seu cartel no MMA profissional. Com grande parte de sua carreira construída no UFC, o brasileiro ficou conhecido como um dos melhores strikers do mundo e seu estilo de luta rendeu múltiplos bônus de performance na organização. Atualmente ocupando a 13ª posição no ranking do peso-pena, o veterano pode chegar ao top 10 da categoria caso vença Shane Burgos neste sábado, no card principal da edição de número 262 do Ultimate.

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