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Werdum explica parceria com Myke Tyson para importar derivados da maconha

Werdum está fazendo uma parceria com Mike Tyson - Reprodução/Instagram
Werdum está fazendo uma parceria com Mike Tyson Imagem: Reprodução/Instagram

Ag. Fight

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10/02/2021 12h37

De volta ao Brasil após passar os últimos anos morando nos Estados Unidos, Fabrício Werdum teve a ideia de trazer consigo uma importante marca do mercado americano. O ex-campeão peso-pesado do UFC fechou uma parceria com a lenda do boxe Mike Tyson para ser o representante de sua empresa em território nacional, trazendo para seu país natal os produtos produzidos pela Tyson Ranch, que atua no ramo da cannabis (maconha).

Após revelar a informação em entrevista ao 'Portal do Vale Tudo', o gaúcho conversou de forma exclusiva com a reportagem da Ag Fight e explicou como funcionará a parceria com a Tyson Ranch e que tipos de produtos chegarão ao mercado brasileiro, levando-se em conta as leis vigentes no país. Werdum também destacou que os itens a serem comercializados no Brasil terão o objetivo único de auxiliar no combate a alguns problemas médicos, sendo compostos prioritariamente pelo canabidiol, e não tendo, portanto, a presença de THC, principal substância psicoativa encontrada nas plantas de cannabis.

Com a marca Tyson Ranch já registrada em seu nome no Brasil, o lutador aguarda apenas alguns detalhes, como a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), para lançar a empresa no país. Outro obstáculo que Werdum antecipa que poderá ter que superar é o preconceito da população brasileira com produtos derivados da maconha. Para isso, o gaúcho prega que o conhecimento sobre seus benefícios seja divulgado e usa como exemplo a filha do chef de cozinha Henrique Fogaça, que tem apresentado melhoras em sua condição médica após iniciar um tratamento com medicamento à base de canabidiol.

"A ideia veio pelo fato de saber que o CBD (canabidiol) faz muito bem às pessoas. Tem gente que toma o CBD para dores, atletas tomam bastante nos Estados Unidos, no Canadá, na Europa também. E não só isso, mas para insônia, para tirar o estresse, para se acalmar depois do treino. Já está comprovado que não 'chapa'. É um derivado da maconha que não tem o THC. E as pessoas têm que se informar um pouco mais sobre isso porque elas confundem. Como vem da maconha, as pessoas pensam que 'chapa', que não é legal. E não é verdade. Quantas pessoas que tem problemas - vou dar o exemplo do Henrique Fogaça, que tem a Olívia (filha) - ele falou no meu canal (do Youtube) que a Olívia já está usando há um ano, que ela está feliz da vida, que mudou a expressão da menina, e você consegue ver nitidamente a evolução dela. Então, não tem por que não ter no Brasil. É o preconceito das pessoas que não tem informação", explicou Werdum, antes de completar.

"Por isso vai ser bom poder trazer legalmente, com a permissão da Anvisa, tudo certinho. Eu já fiz tudo, já estou com a marca registrada, a marca é minha no Brasil. Para poder representar o Tyson Ranch aqui no Brasil da melhor maneira possível. Como eu sou lutador, as pessoas me conhecem, acho que vai ser bom isso para poder divulgar e mostrar que não tem nenhum problema. Seria essa a ideia, de no futuro fazer que seja uma coisa que as pessoas tenham acesso, que não seja tão cara também. Isso vai chegar, um dia eu tenho certeza que vai acontecer isso aí. Mas o mais importante é que já está tudo certo, registrado, tudo para que não tenha nenhum problema. É isso que eu fiz, me adiantei, já fiz um Insta, já tem a página na web também, ainda não está ativada, mas assim que sair do papel eu vou ativar para poder divulgar a marca Tyson Ranch aqui no Brasil", contou.

Por se tratar de uma marca forte internacionalmente, que carrega o nome de um dos principais ídolos do boxe, além de também ter sua própria reputação em jogo, Werdum busca acertar todos os compromissos legais antes de iniciar as operações da empresa no Brasil. Mas, ainda que não tenha previsão de uma data para tal, o gaúcho revelou que tem a ideia de trazer Mike Tyson para o lançamento do braço brasileiro de sua empresa.

"Vai demorar um pouquinho para começar a importar, trazer dos Estados Unidos. Quando tudo tiver certo com a Anvisa, tudo certinho, para poder fazer a coisa legalmente, tudo conforme as regras. Tudo com prescrição médica, para as pessoas que precisam de verdade, para ficar tudo dentro da lei, isso é o mais importante", destacou o ex-campeão do UFC, antes de confirmar que pretende trazer o sócio para o lançamento da Tyson Ranch no Brasil.

"A gente quer fazer um lançamento e quando rolar a gente quer trazer ele, com certeza. Para poder falar do produto para as pessoas entenderem mais, dar a atenção que o produto merece", concluiu.

Após longa passagem pelo UFC, onde se sagrou campeão em 2015, Fabrício Werdum deixou a principal entidade de MMA do planeta e fechou contrato com o PFL, evento que promove torneios anuais para definir seus campeões. O peso-pesado ainda não tem data nem adversário confirmado para sua estreia na nova liga até o momento.

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