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Téo José revela mágoa com Pelé: 'Não idolatro como todo mundo'

19.out.2020 - Retrato do narrador Téo José - Marcus Steinmeyer/UOL
19.out.2020 - Retrato do narrador Téo José Imagem: Marcus Steinmeyer/UOL

Colaboração para o UOL, em São Paulo

22/10/2021 10h31

Narrador do SBT, Téo José disse que não idolatra Pelé como a maioria dos brasileiros e que tem um motivo bastante pessoal para isso. O locutor contou que, quando era criança, teve um pedido de autógrafo recusado pelo Rei do Futebol em uma partida entre Goiás x Santos, em Goiânia.

"Eu era mascote do Goiás, não de vestir a roupa de periquito, mas aquelas crianças que entravam uniformizadas com o time no começo do jogo. [...] Em 1973, o Goiás subiu para a Série A, e eu lembro bem da cena. Era uma quarta-feira, no Estádio Olímpico e os times aqueciam no gramado. Então, entrou o Goiás - e eu junto -, entrou o Santos, e eu estava com um papel e um lápis", contou em entrevista ao canal Camisa 21, no YouTube.

'Faltavam dois minutos para começar o jogo. Naquela época, nem todos os jogos tinham TV, então o horário não era tão rígido. E eu fui até o Pelé e pedi um autógrafo. Ele falou: 'Não garoto, agora não'. Desde esse dia, a minha idolatria pelo Pelé diminuiu muito. [Mágoa de criança] não tira. O Pelé é o Rei do Futebol, mas não tenho a idolatria como todo mundo tem. O meu ídolo no futebol - não por isso - é o Rivellino", continuou.

Talismã palmeirense

Na mesma entrevista, Téo José comentou o fato de ser visto pela torcida do Palmeiras como uma espécie de talismã em jogos de Copa Libertadores da América, já que nunca narrou uma derrota do time alviverde na competição. O narrador ainda admitiu que o fato de ter uma simpatia por Rony o ajudou a criar uma identificação com o atacante palmeirense e o apelido 'Rony Rústico'.

"Eu não narrava os jogos do Palmeiras na Fox, era o Nivaldo Prieto. No [ano do] título, não sei por quê, eles resolveram me colocar para narrar jogo do Palmeiras. Aí, ganhou um jogo aqui no Allianz Parque e um jogo fora. E eu fui para o SBT. Quando eu fui narrar o primeiro jogo, já pediam para eu falar 'não é assim' para o Rony. Estavam pegando muito no pé. Mas eu pensei: 'Eu gosto desse cara'", disse.

"No outro jogo, eu falei: 'Vai ter gol do Rony' - e teve. E ele começou a fazer gol. Aí, eu criei o 'Rony Rústico', que é uma música da Blitz. Narrei jogos do Palmeiras contra dois adversários brasileiros, São Paulo e Atlético-MG. E teve muito torcedor palmeirense que disse que eu estava torcendo para o outro lado, só porque não tinha torcida aberta para o Palmeiras", acrescentou.

SBT contra o Flamengo?

Por fim, Téo José explicou o fato de nenhum jogo do Flamengo na fase eliminatória da Libertadores deste ano ter sido exibido pelo SBT. O narrador disse que os confrontos entre times brasileiros e a limitação de jogos que poderiam ser transmitidos foram os fatores que fizeram a emissora optar por não mostrar o time carioca.

"O que acontece? Esse ano, as escolhas foram nossas. Na fase de grupos, a gente podia escolhe dois jogos [por rodada]. Passamos quatro jogos do Flamengo. Depois, nas oitavas de final, a gente teve São Paulo x Racing e o Flamengo pegou um time pequeno [Defensa y Justicia]. E aí, a gente só pode pegar um. Escolhemos o melhor jogo, que era o do São Paulo. Depois, nas quartas, teve Palmeiras x São Paulo. Na semifinal, podia dar Flamengo x Fluminense, seria nossa escolha. Mas não deu. E deu Palmeiras x Atlético-MG. qual jogo é melhor para o Brasil?", finalizou.

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