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COI adia de novo e diretrizes para transgêneros no esporte fica para 2022

Anéis olímpicos na vila dos atletas em Tóquio - Comitê Olímpico Internacional
Anéis olímpicos na vila dos atletas em Tóquio Imagem: Comitê Olímpico Internacional

Do UOL, em São Paulo

20/09/2021 21h03

O COI (Comitê Olímpico Internacional) adiou para 2022 as novas diretrizes para transgêneros no esporte. O novo adiamento, segundo a entidade, se dá em razão de "opiniões muito conflitantes".

A notícia foi revelada pelo diretor médico e científico do COI, Richard Budgett. Ele disse ainda que o próximo conselho para federações esportivas internacionais é "priorizaria a inclusão" e "evitar danos".

Atualmente, o COI determina que mulheres trans só podem ser autorizadas a competir entre atletas do gênero feminino se os níveis de testosterona foram reduzidos por 12 meses. A determinação, porém, pode sofrer mudanças nas próximas diretrizes.

"Haverá diretrizes amplas de alto nível, mais como uma estrutura. São as federações internacionais que determinarão as regras específicas para seus esportes e eventos. As mudanças específicas de 2015 são a ênfase na prioridade de inclusão e na prevenção de danos, mas sempre tendo em mente a importância de uma competição justa e significativa", disse Budgett.

"Ainda temos que concordar com a estrutura. É um desafio. Mas será publicado em alguns meses, o mais tardar logo após os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Estamos muito cientes de que sexo, é claro, não é binário. E, portanto, as soluções não serão essencialmente binárias", acrescentou.

Com o adiamento, é improvável que a próxima edição das Olimpíadas de Inverno, em fevereiro do ano que vem, já contem com as novas regras.