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Em meio a aros olímpicos, Didal festeja vacina com tattoo contra covid-19

Tatuagem dos aros olímpicos de Brady Ellison (EUA), do tiro com arco - Justin Setterfield/Getty Images
Tatuagem dos aros olímpicos de Brady Ellison (EUA), do tiro com arco Imagem: Justin Setterfield/Getty Images

Denise Mirás

Colaboração para o UOL, de São Paulo

27/07/2021 04h00

Sétima colocada na classificação geral de Tóquio-2020, a sempre sorridente Margielyn Arda Didal, ou simplesmente Didal, de 22 anos, agitou o skate nas instalações temporárias do Ariake Urban Sports Park e mais ainda as redes sociais, com bastidores da estreia de seu esporte em Jogos Olímpicos. E surpreendeu no Instagram, onde apareceu para mostrar a tatuagem no braço direito, com um "covid-19" enfrentando a seringa da vacina.

Margielyn Arda Didal, skatista filipina com sua tatuagem de covid-19 enfrentando a vacina - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Margielyn Arda Didal, skatista filipina, e sua tatuagem de covid-19 versus vacina
Imagem: Reprodução/Instagram

Tatuagens de todos os tipos invadiram de vez o esporte, mas já foram raras. Em Barcelona-1992 apareceram timidamente, na forma e cores dos aros olímpicos enlaçados. Estavam na virilha das nadadoras, que usavam modelos bem cavados de maiôs, e depois foram mudando de lugar, mas ainda discretamente pequenas, em tornozelos, punhos e costas. Também foram usados adesivos de bandeirinhas dos respectivos países, em braços e bochechas. Em Seul-88, a moda dos aros foi para as cabeças, desenhados com máquinas zero e colorizados.

O trato dos cabelos nas Vilas Olímpicas passou a fazer parte da diversão dos atletas. Atlanta-1996 mostrou a tendência dos cabelos "bagunçados" e artificialmente "manchados". Mas também extrapolou: em paralelo ao estilo falsamente despenteado, garotas saíam do salão ostentando penteados verdadeiramente armados em "bolos de noiva", e com unhas minuciosamente pintadas, devidamente desenhadas e com lantejoulas coladas).

As tatuagens avançaram no esporte, já transportadas do que estava sendo levado pelas ruas - o que eram basicamente as tribais coletadas pelas andanças dos surfistas nos mares da Polinésia. Na virada para os anos 2000 já estavam institucionalizadas. Com o futebol, principalmente, tattoos foram tomando espaços por todo o corpo.

Agora em Tóquio-2020, os clássicos aros olímpicos seguem carimbando a pele dos "deuses olímpicos" em tamanhos maiores - e com edições acrescentadas dos nomes das cidades-sede por aqueles que já têm mais de uma medalha em Jogos. Aparecem tatuagens tomando boa parte do tronco e dos braços, mas também delicadas, em tendências mais suaves.

Mas vem uma filipina skatista apimentada dar um toque de humor com tattoo encarando a pandemia... Didal definitivamente conquistou a torcida, ao lado da fadinha brasileira Rayssa Leal.

Gabriela Stoeva, da Bulgária, do badminton, e sua tatuagem - Lintao Zhang/Getty Images - Lintao Zhang/Getty Images
Gabriela Stoeva, da Bulgária, no badminton de Tóquio-2020: tendência mais leve das tatuagens
Imagem: Lintao Zhang/Getty Images