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Jones vence luta épica com Gustafsson e quebra recorde como campeão do UFC

Jorge Corrêa

Do UOL, em Toronto (Canadá)*

22/09/2013 01h40

Quem assistiu à luta principal do UFC 165 neste sábado viu uma batalha épica, uma das maiores da história do evento. Mesmo entrando como amplo favorito, Jon Jones levou um enorme sufoco e apanhou muito de Alexander Gustafson, sofreu uma queda pela primeira vez, mas conseguiu reagir e venceu por pontos, em decisão unânime dos juízes, defendendo pela sexta vez o cinturão dos meio-pesados do Ultimate.

"Vou ter de pedir licença por um bom tempo. Esta noite eu estou chocado em todos os sentidos. Não estou satisfeito com o que eu fiz. Ele é um lutador duro. Eu tenho que trabalhar mais, realmente", disse o campeão da categoria, ainda no octógono. "Todos os rounds foram duros. Foi um placar parelho. Queria manter sempre meu foco, mas o cara tem um queixo muito duro"

Com mais essa vitórias, Jon Jones se tornou o maior campeão da história dos meio-pesados do UFC. Com sua sexta defesa consecutiva do cinturão, ele ultrapassou a marca de Tito Ortiz, dono de uma cadeira no Hall da Fama do Ultimate, com 26 anos. Tito tinha 27 quando defendeu pela última vez o título, em 2002, contra Frank Shamrock.

"Foi uma honra lutar com o campeão. Ele é campeão por um motivo. Foi um combate muito duro, difícil. Queria agradecer a minha equipe, meus patrocinadores e aos torcedores. Amo vocês. É por vocês que a gente luta", afirmou o sueco.

Jon Jones conquistou o cinturão dos meio-pesados em março de 2011, quando atropelou o brasileiro Maurício Shogun, se tornando o mais jovem campeão do UFC desde que o evento começou a ter categorias de peso. Depois, venceu de forma incontestável Quinton Rampage Jackson, Lyoto Machida, Rashad Evans, Vitor Belfort e Chael Sonnen, esse último em abril passado.

A luta - Gustafsson começou o combate sem se intimidar e partindo para cima do campeão. Com sequências, ele consegui fazer o supercílio de Jones sangrar, algo que nunca tinha sido visto no UFC. Em seguida, conseguiu outro fato inédito: foi o primeiro adversário a derrubar o norte-americano.

O sueco continuou sua perseguição a Jon no período seguinte, mas a reação do campeão foi a partir do terceiro round. Com uma cotovelada giratória e uma série de joelhadas no quarto período, por pouco Jones não conseguiu o nocaute.

Os dois então passaram a alternar bons momentos nos dois períodos finais, mas Gustafsson pareceu ter sentido mais o cansaço - chegou a baixar os braços em alguns momentos. Jon então achou a distância e foi mais efetivo nos golpes, apesar de Alexander não deixar de atacar em nenhum momento.

Em uma luta tão parelha, a torcida - que virou para o lado do sueco durante o combate - vaiou muito quando foi anunciada a vitória por pontos de Jon Jones, em decisão unânime dos juízes, por 48-47, 48-47 e 49-46.

Card principal
Jon Jones venceu A. Gustafsson por pontos, em decisão unânime dos juízes
Renan Barão nocauteou Eddie Wineland a 26s do 2º round
B. Schaub finalizou Matt Mitrione (triângulo de mão) a 4min06 do 1º round
F. Carmont venceu C. Philippou x por pontos, em decisão unânime dos juízes
K. Nurmagomedov venceu P. Healy por pontos, em decisão unânime dos juízes

Card preliminar
Myles Jury venceu Mike Ricci por pontos, em decisão divida dos juízes
Wilson Reis venceu Ivan Menjivar por pontos, em decisão unânime dos juízes
Stephen Thompson nocauteou Chris Clements a 1min27 do 2º round
Mitch Gagnon finalizou Dustin Kimura (guilhotina) a 4min05 do 1º round
John Makdessi nocauteou Renée Forte a 2min01 do 1º round
Michel Trator venceu Jesse Ronson por pontos, em decisão divida dos juízes
Alex Caceres venceu Roland Delorme por pontos, em decisão divida dos juízes
Daniel Omielanczuk nocauteou Nandor Guelmino a 3min18 do 3º round

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