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Palmeiras fará estudo para definir se é necessário reduzir salário do grupo

Maurício Galiotte durante entrevista da cerimônia de inauguração da grama sintética no Allianz Parque - Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Maurício Galiotte durante entrevista da cerimônia de inauguração da grama sintética no Allianz Parque Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

27/03/2020 08h00

Diante da dificuldade para um acordo envolvendo todas as equipes das Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro, a Comissão Nacional de Clubes (CNC) definiu que dará férias coletivas de 20 dias aos jogadores, a partir do próximo dia 1º, com cada diretoria negociando individualmente a possibilidade de redução salarial com cada elenco. No Palmeiras, qualquer proposta aos jogadores sairá do papel somente no mês que vem.

O clube definiu que pagará integralmente os salários de março. Durante as férias coletivas dos atletas, entre 1º e 20 de abril, o Palmeiras fará estudo para avaliar o impacto econômico que sofrerá por conta dessa paralisação, ainda por tempo indeterminado, devido à pandemia do coronavírus. A partir daí, será definido que passo dar, inclusive em relação aos salários do elenco. Não está descartado que eles sejam procurados somente quando acabarem as férias.

Mauricio Galiotte é um dos membros mais atuantes da Comissão Nacional de Clubes e está ciente das dificuldades que enfrentará na negociação com os jogadores. A Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), antes da reunião feita ontem (26) pelos clubes, já tinha feito contraproposta rejeitando qualquer redução salarial. Assim, não foi possível um acordo nacional, mas a conversa particular pode ajudar o Verdão.

O estudo mais abrangente em abril pode ocorrer ao longo da construção de cenário com menos incertezas. Dentro da previsão do Ministério da Saúde, será possível enxergar, no mês que vem, o grau de contaminação do coronavírus que o Brasil deve enfrentar, indicando quando o surto deve diminuir a ponto de o futebol voltar com menos risco de contágio a todos os envolvidos.

Ao mesmo tempo, novidades no fator econômico podem ocorrer. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) já informou o adiantamento de 60% da cota para clubes que estão na Libertadores, o que, para o Palmeiras, significa cerca de US$ 1,8 milhão (mais de R$ 9 milhões). Além disso, não está descartada a chance de ajuda financeira da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Federação Paulista de Futebol (FPF).

Ainda na questão financeira, porém, existe projeção para o futuro, quando a pandemia passar. O Palmeiras prometeu a seus sócios-torcedores e aos associados do clube que o que for desembolsado em período sem jogos e com a sede social fechada será usado como crédito a partir da normalização da situação. Ainda assim, sócios-torcedores, especialmente, podem abrir mão de pagamentos, e ainda há queda de faturamento sem bilheterias das partidas.

Tudo isso será analisado e concluído em abril, para o Palmeiras ter uma noção melhor de suas finanças, avaliando, também, ambientes diferentes, como a possibilidade de a paralisação se alongar diante do que ocorrer no Brasil. Na apresentação da proposta aos jogadores, ao menos, o Verdão tem a seu favor o fato de costumar pagar os salários em dia e o perfil apaziguador de Galiotte.

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