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Neto critica exageros em estádio do Corinthians: 'sempre fui contra'

Neto, apresentador do Os Donos da Bola - Reprodução/TV Band
Neto, apresentador do Os Donos da Bola Imagem: Reprodução/TV Band

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/03/2022 13h50

Apresentador e comentarista da TV Band, Neto criticou o Corinthians por se envolver em mais uma polêmica com relação ao pagamento de dívidas da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal. A situação levou um juiz a citar o risco de o estádio ser leiloado pelo banco, como noticiou o UOL Esporte.

Neto reiterou sua posição contrária à construção da arena e criticou os exageros no estádio corintiano —como o acabamento em mármore e os elevadores—, usados pelo apresentador como exemplos de exagero.

"Precisa uma arena com o mármore que tem [a Arena Corinthians]? Precisa de uma arena do tamanho que é a do Corinthians? Não podia ser uma arena de R$ 600 milhões? Precisava ter elevadores, tudo isso? Lógico que não. Eu quero morar em uma casa legal, mas não igual às que esses idiotas têm, que influenciador tem. Depois, não aguenta pagar o condomínio, o IPTU, depois de dois anos", disparou Neto no programa "Os Donos da Bola", hoje (8).

"O Corinthians, como time do povo, que sempre foi, não precisava ter uma arena dessas. Eu, José Ferreira Neto, sou Fiel torcedor, sou sócio, sou conselheiro e ídolo. Estou entre os 11 maiores ídolos da história do clube. E sempre fui contra a arena, sempre fui contra ter um estádio como esse. O Corinthians não precisa ter um estádio como esse. Mas o Corinthians quis ter com o presidente anterior, o Andrés [Sanchez]", completou Neto.

Entenda o caso

Alegando atraso no pagamento de parcelas do financiamento de R$ 400 milhões feito no BNDES, por intermédio da Caixa, por parte da Neo Química Arena, o banco exige o pagamento total da dívida - executando contrato. Incluindo multa, a cobrança é de R$ 536 milhões nas contas da Caixa —o Corinthians contesta o valor.

A direção do clube alvinegro diz, desde novembro de 2020, que há um acordo com o banco próximo de ser fechado. Em outubro de 2019, as partes pediram a suspensão do processo, que foi suspenso por mais 60 dias. O último pedido havia sido feito em novembro de 2021.