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Derrota do Fluminense expõe 'impaciência', e Abel vê tempo como aliado

Abel Braga, técnico do Fluminense, durante duelo com o Bangu, pelo Carioca - Lucas Merçon / Fluminense
Abel Braga, técnico do Fluminense, durante duelo com o Bangu, pelo Carioca Imagem: Lucas Merçon / Fluminense

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

28/01/2022 04h00

Se o técnico Abel Braga pudesse, talvez, escolher uma trilha sonora para o Fluminense nos próximos dias, poderia ser "Oração ao tempo", de Caetano Veloso. A derrota para o Bangu, ontem (27), na estreia do Campeonato Carioca, inesperada após o investimento do clube no mercado, faz o treinador já ter de administrar a pressão inicial, e ele indica ver o tempo como aliado neste processo.

Com oito reforços na janela e grande parte com status de titular, quatro iniciaram o duelo com o alvirrubro — Felipe Melo, Cristiano, Nathan e Willian Bigode. Neste cenário, o comandante tenta dar entrosamento e implementar um novo esquema de jogo, com 3-5-2, a um elenco que até dias atrás estava ganhando peças e, na última temporada atuou no 4-3-3, opção usada no segundo tempo e que fez o time melhorar, como o próprio admitiu.

O período de treinamento até o primeiro compromisso em 2022 foi lembrado pelo comandante na coletiva, inclusive o do adversário, e a preparação dos nomes que chegaram recentemente. O grupo tricolor se reapresentou no dia 10 e o último jogador de linha a ser anunciado foi o lateral-esquerdo Cristiano, no dia 14.

"Nós temos jogadores para usar esse tipo de situação [3-5-2]. Não podemos porque perdemos um jogo, onde no primeiro tempo realmente não foi bom em virtude do adversário, e achar que está tudo errado. Não é por aí. A gente entende toda impaciência, toda essa loucura que está passando o torcedor tricolor. As coisas não acontecem por acaso. Queríamos sair daqui assim? Não! Mas as coisas não mudam", disse.

"Estou muito contente com o que temos, e isso muda, vai mudar. Já esperamos que possa mudar no domingo. Não estou satisfeito, mas o torcedor tem que entender um pouquinho que o segundo tempo foi de muita superação, principalmente pelo tempo de treino", apontou.

Na última passagem pelas Laranjeiras, entre 2017 e 2018, Abel já havia implementado um esquema com três zagueiros, mas, à época, com outra proposta, uma vez que utilizou jogadores de origem na última linha defensiva. À época, questionado sobre a escolha, citou a experiência e disse não "sentir o peso nas costas".

"Quis sair um pouco da mesmice e vou ser sincero, acho que outros treinadores gostariam de fazer isso, mas a juventude de alguns é um preço alto que paga. Estive falando com o pessoal, mas já não estou mais no momento da idade de sentir o peso nas costas. Eu vou fazer o que tenho de fazer. Eu estou fazendo o meu melhor, o melhor para a minha equipe e para o meu clube. Por isso tenho essa identidade onde passo, onde trabalho", afirmou, no início de 2018.

Porém, tempo é algo que não se tem no apertado calendário, e o Flu volta a campo no domingo, contra o Madureira, já com a missão de apagar a atuação na estreia e conseguir uma vitória à altura da expectativa da torcida.

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