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Bônus por taça e royalties milionários: o contrato do Flamengo com a Adidas

Camisa de Gabigol, atacante do Flamengo, no vestiário do Maracanã. Nova parceria prevê maiores valores e bônus por conquistas - Alexandre Vidal Flamengo
Camisa de Gabigol, atacante do Flamengo, no vestiário do Maracanã. Nova parceria prevê maiores valores e bônus por conquistas Imagem: Alexandre Vidal Flamengo

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

15/01/2022 04h00

O novo contrato entre Flamengo e Adidas será analisado e votado pelo Conselho Deliberativo até a próxima segunda (17), mas a aprovação já é dada como certa, e o clube festeja os ganhos do novo vínculo, que irá até abril de 2025.

Pelo acordo, o Rubro-Negro terá um acréscimo significativo nos ganhos com royalties (percentual nas vendas de produtos). Agora, o clube vai morder uma fatia de 35% por peça vendida, enquanto o trato anterior estabelecia um repasse entre 10% e 14%.

Pelos cálculos do marketing do Fla, este montante vai gerar um mínimo de R$ 25 milhões fixos. A conta aumenta, obviamente, se esses 35% estabelecidos superarem essa quantia pré-fixada. O clube crê que irá atingir a meta com tranquilidade, já que as estimativas apontam para venda líquida de R$ 185 milhões, o que proporcionaria aos cariocas R$ 64,7 por ano.

Ao todo, o Flamengo calcula que os ganhos no primeiro ano já serão de R$ 75 milhões, e essa conta fecha com o pagamento anual (R$ 7 milhões), investimentos de marketing (R$ 1,5 milhão) e o fim do repasse de 8,5% dos patrocínios da camisa à fornecedora, com exceção do master e costas. Essa última variável renderia R$ 1,8 milhão.

Além dos números estipulados, as receitas podem aumentar à medida que o futebol atinja bons resultados. Assim como no vínculo antigo, esse também prevê bonificações em caso de taça, mas dessa vez são bem mais gordas.

Dentre esses gatilhos previstos, o título que pode render mais dinheiro é o do Brasileiro: R$ 5,5 milhões. Pelas conquistas de 2019 e 2020, o Fla levou "só" R$ 1,1 milhão. O tri da Libertadores, por sua vez, garantiria R$ 5,2 milhões, mas a diferença é que há bônus pagos por cada fase superada pelos rubro-negros. O bicampeonato rendeu R$ 1,7 milhão.

Há valores previstos ainda para os títulos do Mundial (R$ 2 milhões) e da Sul-Americana (até R$ 2 milhões). Esse torneio segue o mesmo modelo da Libertadores, com pagamentos por fase. Carioca e Copa do Brasil não estão contemplados nesse item.

Este contrato irá garantir 60 mil peças de material por ano, com valor limitado a R$ 11,5 milhões. No anterior, o clube recebia 90 mil, mas com valor de R$ 9,8 milhões. O Fla entende que essa diferença irá disponibilizar mais produtos disponíveis para a venda no atacado.

Outra novidade é que a empresa alemã passa a fornecer equipamentos apenas para o futebol e o basquete, cabendo ao clube o direito de criar uma marca própria e procurar outros parceiros para as demais modalidades, mas desde que tenha a aprovação da parceira.