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Cinco anos depois da valsa, Eduardo Sasha pode ajudar a rebaixar o Grêmio

Eduardo Sasha comemora gol para o Inter diante do Juventude na decisão do Campeonato Gaúcho - Ricardo Duarte/SC Internacional
Eduardo Sasha comemora gol para o Inter diante do Juventude na decisão do Campeonato Gaúcho Imagem: Ricardo Duarte/SC Internacional

Victor Martins

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte (MG)

09/12/2021 04h00

Classificação e Jogos

O jogo não tem muita importância para o Atlético-MG. Já campeão brasileiro e focado na final da Copa do Brasil, que começa no domingo, o time mineiro visita o Grêmio, às 21h30, na Arena Grêmio, no encerramento do Brasileirão. Mas o duelo desta noite tem uma motivação especial para um atleticano. O atacante Eduardo Sasha foi criado na base do Internacional e estará em campo na partida que pode rebaixar o Tricolor pela terceira vez.

Não é apenas o fato de ser um jogador formado pelo Colorado que torna a partida diferente para Sasha. É também sua contribuição para uma das maiores rivalidades do país. O atacante ficou marcado após comemorar um gol diante do Juventude dançando uma valsa com a bandeirinha de escanteio. Foi em 2016, na final do Campeonato Gaúcho. Naquela temporada, o Tricolor completaria 15 anos sem uma grande conquista.

"Eu fiz a dança mesmo, eles nos zoaram e nós zoamos eles também", admitiu o jogador, que já havia provocado no primeiro jogo da final. "Isso é Inter, não é Grêmio", disse Sasha na partida de Caxias do Sul.

Confusão envolvendo Patrick no clássico entre Internacional e Grêmio - Pedro H. Tesch/AGIF - Pedro H. Tesch/AGIF
Confusão envolvendo Patrick no clássico entre Internacional e Grêmio
Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF

Aquela valsa desencadeou uma série de provocações entre colorados e gremistas, que culminaram em confusão no Gre-Nal mais recente, quando jogadores do Inter comemoram a vitória que complicou a situação do rival no Brasileirão com caixões azuis e pretos. O tempo fechou no gramado do Beira-Rio e mesmo após o apito final foram duas expulsões, uma para cada lado.

A dança de Sasha em 2016 virou um combustível que moveu o Grêmio por muito tempo. Meses depois, o Tricolor foi campeão da Copa do Brasil, em cima do Atlético-MG, e o Inter foi rebaixado. "Ele tinha razão. Lá não é Grêmio. Neste ano, a gente saiu campeão. Ele não devia ter falado estas coisas. A gente é campeão e ele é um c?", desabafou Luan, ainda no gramado da Arena Grêmio, logo após levantar o troféu da Copa do Brasil.

Cinco anos depois, Sasha será o centroavante do Atlético no jogo que pode rebaixar o Grêmio. Numa partida em que os titulares serão poupados, o atacante reserva do Galo certamente estará bastante motivado.

Mágoa gremista um ano depois

Em novembro de 2017 o Grêmio conquistou a Libertadores pela terceira vez. Na comemoração, ainda no gramado do estádio do Lanús, o meia-atacante Luan mostrou que ainda guardava bastante mágoa pela valsa de Sasha. Tanto que o gremista aproveitou que estava ao vivo no Sportv para mandar um recado direto para o então atleta do Internacional.

"Está ao vivo? Queria dizer que o papai tá aqui, viu? O papai é campeão da América neste momento. O Grêmio é campeão e o Sasha é um c?".

Agora, a situação do Grêmio não é nada boa. Não basta vencer o Atlético para escapar do rebaixamento. Além do triunfo na última rodada, o Tricolor depende que Juventude e Bahia sejam derrotados, por Corinthians e Fortaleza, respectivamente. Um empate e o Grêmio vai disputar a Série B de 2022, independentemente do resultado diante do Galo.

Sasha é o talismã de Cuca

Sasha e Hulk comemoram gol do Atlético-MG contra o Fluminense no Brasileirão - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Sasha e Hulk comemoram gol do Atlético-MG contra o Fluminense no Brasileirão
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Sasha é uma das últimas opções ofensivas de Cuca, atrás de Hulk, Diego Costa, Keno, Vargas e Savarino. Mas nem por isso ele não tem sua importância. Pelo contrário. O camisa 18 é uma espécie de talismã do treinador alvinegro. Se o jogo está complicado, Sasha é o escolhido para entrar e mudar o resultado. E funcionou muitas vezes no Brasileirão.

A mais recente foi no jogo do título, contra o Bahia. O atacante entrou quando o Galo perdia por 2 a 0 e sofreu o pênalti convertido por Hulk, que iniciou a histórica virada atleticana. Sasha também foi importante nos jogos com Corinthians, Juventude, Fluminense, Chapecoense e outros mais. Partidas que o Atlético estava em desvantagem e conseguiu pontuar após a entrada de Sasha.

"O Sasha tem até menos de 30 minutos por partida. É um cara muito importante, é inteligente, ocupa um espaço do campo que incomoda o adversário, naquela função do '9' que vem armar. Ele tem um toque de bola refinado, se preocupa com a parte tática. É um cara que você não abre mão, mesmo tendo todos os outros", disse Cuca.

Dos 37 jogos do Atlético no Brasileirão, Sasha esteve em campo 22 vezes, mas somente em três delas como titular. Mesmo assim ele tem dois gols e três assistências na competição.

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