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Caras novas: técnicos jovens e estrangeiros são destaque no Brasil em 2021

Maurício Barbieri (Red Bull), Abel Ferreira (Palmeiras), Antonio Oliveira (Athletico) e Juan Vojvoda (Fortaleza) - Ari Ferreira/Red Bull Bragantino, Cesar Greco/S.E. Palmeiras, Gustavo Oliveira/athletico.com.br e reprodução
Maurício Barbieri (Red Bull), Abel Ferreira (Palmeiras), Antonio Oliveira (Athletico) e Juan Vojvoda (Fortaleza) Imagem: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino, Cesar Greco/S.E. Palmeiras, Gustavo Oliveira/athletico.com.br e reprodução

Colaboração para o UOL, em São Paulo

08/09/2021 04h00

Classificação e Jogos

O Brasileirão de 2021 tem confirmado um recente movimento de chegada de caras novas aos comandos técnicos dos clubes do país. Entre treinadores no início de carreira e estrangeiros — que atingiram número recorde — buscando campanhas de destaque, essa geração tomou o lugar da maioria das equipes de elite e afastou os chamados medalhões da Série A.

As trajetórias vigentes de Juan Pablo Vojvoda, Abel Ferreira e Maurício Barbieri, entre outros, apontam para um processo de mudança de cenário dos comandantes no futebol nacional.

Representando os técnicos mais experientes e nacionalmente reconhecidos, Cuca, Felipão e Renato Gaúcho, além de Tite, tentam ser a contrapartida a essa tendência que se fortaleceu na atual temporada.

Veja as campanhas das caras novas na temporada de 2021:

Juan Pablo Vojvoda (Fortaleza)

Técnico do Fortaleza, Vojvoda conquistou primeiro título da carreira - Leonardo Moreira /FortalezaEC - Leonardo Moreira /FortalezaEC
Vojvoda conquistou primeiro título da carreira no Fortaleza
Imagem: Leonardo Moreira /FortalezaEC

Embora esteja em uma sequência ruim, com quatro jogos sem vitórias no Campeonato Brasileiro, o Fortaleza de Juan Pablo Vojvoda é uma das grandes sensações da atual temporada. Campeão cearense invicto, o Leão do Pici fez 29 partidas sob o comando do argentino.

Ao todo, foram 16 vitórias, nove empates e quatro derrotas. Na Série A, o Tricolor é o terceiro colocado, com 33 pontos em 19 jogos, atrás somente de Atlético-MG e Palmeiras. Na Copa do Brasil, a equipe disputa a vaga nas semifinais contra o São Paulo.

Ele foi eleito o melhor técnico do primeiro turno pela equipe do UOL Esporte.

Maurício Barbieri (Red Bull Bragantino)

Maurício Barbieri, técnico do Red Bull Bragantino - Ari Ferreira/Red Bull Bragantino - Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Maurício Barbieri vive ótima temporada no comando do Bragantino
Imagem: Ari Ferreira/Red Bull Bragantino

Aos 39 anos, parte da nova geração de técnicos brasileiros, Maurício Barbieri completou seu primeiro aniversário no Red Bull Bragantino na última semana. Após a razoável décima colocação no Brasileiro de 2020, o treinador melhorou substancialmente o desempenho do time, o melhor visitante da edição de 2021 da Série A.

Na competição, o time de Bragança Paulista-SP é o quarto colocado, com 32 pontos e um jogo a menos. Na Copa Sul-Americana, o Massa Bruta continua vivo nas semifinais e enfrentará, no fim do mês, o Libertad-PAR.

Abel Ferreira (Palmeiras)

Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, no Allianz Parque - Cesar Greco - Cesar Greco
Em menos de um ano, Abel Ferreira soma dois títulos pelo Palmeiras
Imagem: Cesar Greco

Atual campeão da Copa do Brasil e Libertadores, disputando as semifinais da edição de 2021 do torneio continental e vice-líder do Campeonato Brasileiro. As façanhas de Abel Ferreira em menos de um ano de um competitivo Palmeiras credenciam o comandante alviverde como um dos melhores técnicos em atividade no país.

Na Série A, a equipe tem 35 pontos, quatro atrás do líder Atlético-MG. O Galo, inclusive, será o adversário do Verdão nas semifinais da Liberta, nos próximos dias 21 e 28.

António Oliveira (Athletico-PR)

Português António Oliveira, técnico do Athletico Paranaense - Mauricio Mano/Athletico - Mauricio Mano/Athletico
Athletico-PR, de António Oliveira, está vivo em três competições de mata-mata e é oitavo na Série A
Imagem: Mauricio Mano/Athletico

Compatriota de Abel, António Oliveira está desde março no Athletico-PR. Apesar da pouca experiência, o treinador de 38 anos apresenta uma trajetória invejável na capital do Paraná.

Sob o comando do português, o Furacão está vivo em todas as competições de mata-mata: disputa as semifinais do Paranaense e da Sul-Americana, e, na Copa do Brasil, abriu vantagem com vitória por 1 a 0 sobre o Santos pelas quartas de final. No Brasileirão, o time rubro-negro tem 24 pontos e está na quarta colocação.

Eduardo Barroca (Atlético-GO)

Eduardo Barroca, técnico do Atlético-GO - Bruno Corsino/Divulgação - Bruno Corsino/Divulgação
Com Eduardo Barroca, Atlético-GO briga na parte de cima da tabela do Brasileirão
Imagem: Bruno Corsino/Divulgação

Eduardo Barroca, do Atlético-GO, mostra que é possível apresentar um futebol competitivo e brigar com os clubes da parte de cima da tabela mesmo com realidade e orçamento muito distintos dos outros colegas de função.

Se na Copa do Brasil o Dragão caiu nas oitavas para o Athletico-PR, após eliminar o Corinthians na fase anterior, no Brasileirão o clube goiano disputa posições no G6 desde as primeiras rodadas. Na competição, com 25 pontos e em sétimo lugar, Barroca já derrotou equipes como o próprio Alvinegro Paulista, São Paulo, Grêmio, Fluminense e Santos.

Hernán Crespo (São Paulo)

O técnico Hernán Crespo beija o troféu do Campeonato Paulista após o título diante do Palmeiras - Rubens Chiri/São Paulo - Rubens Chiri/São Paulo
Hernán Crespo beija o troféu do Campeonato Paulista após o título diante do Palmeiras
Imagem: Rubens Chiri/São Paulo

Apesar da má campanha no Brasileirão, ocupando a 15ª posição, o argentino Hernán Crespo assumiu o São Paulo com a missão de reestruturar a equipe. Em três meses, devolveu à torcida tricolor a oportunidade de comemorar um título após nove anos de fila, com a conquista do Paulistão diante do Palmeiras.

O treinador de 46 anos ainda levou o Tricolor às quartas de final da Libertadores, caindo para o rival alviverde, e à mesma fase na Copa do Brasil. No torneio, a disputa pela vaga nas semifinais tem um duelo particular de Crespo diante de seu compatriota Vojvoda, do Fortaleza.

Sylvinho (Corinthians)

Técnico Sylvinho orienta o Corinthians durante vitória ante o Grêmio, pela 18ª rodada do Brasileirão - Divulgação/Rodrigo Coca/Agência Corinthians - Divulgação/Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Sylvinho tirou o Corinthians do meio da tabela do Brasileiro e pôs a equipe no G6
Imagem: Divulgação/Rodrigo Coca/Agência Corinthians

O técnico Sylvinho, 46, chegou pressionado ao comando do Corinthians, em maio. Após uma passagem ruim em seu primeiro trabalho, pelo Lyon, o ex-lateral corintiano teria a responsabilidade de melhorar o desempenho da equipe depois da demissão de Vagner Mancini.

Após um início abaixo da expectativa, a equipe melhorou defensivamente, venceu jogos em sequência e o treinador tirou o Timão do meio da tabela e colocou a equipe na briga por vaga pela Libertadores.

Gustavo Morínigo (Coritiba)

Morínigo, técnico do Coritiba - Reprodução - Reprodução
No Coritiba, paraguaio Gustavo Morínigo é o líder da Série B
Imagem: Reprodução

Se a Série A do Brasileirão está repleta de caras novas, a próxima temporada pode ganhar mais uma. Trata-se do paraguaio Gustavo Morínigo, dono da melhor campanha da Segundona, com o Coritiba.

Em janeiro, após quase uma década de trabalhos em seu país, o treinador assumiu o Coxa, seu primeiro time fora do Paraguai. Na Série B, uma das mais competitivas da história no atual formato, as 12 vitórias, seis empates e quatro derrotas credenciam o clube do Paraná à liderança, com 42 pontos de 66 possíveis.

Medalhões não vivem bom momento

O técnico Felipão durante Grêmio x Corinthians pelo Brasileirão - Pedro H. Tesch/AGIF - Pedro H. Tesch/AGIF
Felipão assumiu o Grêmio para tirar o time do Z4, mas ainda ocupa a vice-lanterna
Imagem: Pedro H. Tesch/AGIF

Enquanto o futebol brasileiro apresenta uma tendência de renovação de seus treinadores, os medalhões têm perdido espaço. Entre os nomes mais experientes e renomados do futebol brasileiro, três ainda em alta são os mais novos: Renato Gaúcho (58), Cuca (58) e Tite (60).

Em um início de ano ruim pelo Grêmio, Renato deixou o clube e assumiu o Flamengo meses depois. No Rio de Janeiro, vive uma lua de mel com Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e companhia. Com seguidas goleadas e atuações de almanaque, o Rubro-Negro está vivo e candidato ao título em todas as competições que disputa.

O mesmo pode se dizer do Atlético-MG de Cuca, líder do Brasileirão e disputando os troféus da Libertadores e da Copa do Brasil — nessa última, abriu vantagem nas quartas diante do Fluminense.

Cuca e Renato Gaúcho se enfrentam no São Paulo x Grêmio deste sábado, pelo Brasileirão - Montagem sobre fotos de Gabriel Machado/AGIF e Thiago Ribeiro/AGIF - Montagem sobre fotos de Gabriel Machado/AGIF e Thiago Ribeiro/AGIF
Cuca e Renato Gaúcho comandam duas entre as melhores equipes do Brasileirão
Imagem: Montagem sobre fotos de Gabriel Machado/AGIF e Thiago Ribeiro/AGIF

Já Tite, embora contestado em momentos específicos, como na eliminação no Mundial de 2018 e na derrota na final da última Copa América, diante da Argentina, apresenta ótimos números no comando da seleção brasileira: são 29 vitórias, seis empates e duas derrotas em 37 jogos, resultando em um aproveitamento de 84%, aproximadamente.

Para além desses três nomes, os outros técnicos no mesmo perfil não têm obtido grandes resultados ou sequer oportunidades para trabalhar.

Felipão (72 anos) e Vanderlei Luxemburgo (69 anos), dois grandes nomes da história do futebol nacional, sofrem para salvar Grêmio e Cruzeiro, respectivamente, de possíveis tragédias. O primeiro busca tirar o Tricolor Gaúcho do Z4 do Brasileirão, ainda sem sucesso, enquanto o segundo afastou a Raposa da zona de rebaixamento da Série B, mas ainda vê o acesso à elite muito distante.

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