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Grupo pede afastamento de Landim no Flamengo por caso de gestão fraudulenta

O presidente do Flamengo Rodolfo Landim comparece à cerimônia de posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), em Brasília - Pedro Ladeira/Folhapress
O presidente do Flamengo Rodolfo Landim comparece à cerimônia de posse do ministro das Comunicações, Fábio Faria (PSD-RN), em Brasília Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

04/08/2021 17h26

O grupo político "Fla Tradição e Juventude" entrou com um pedido pelo afastamento preventivo de Rodolfo Landim da presidência do Flamengo. Como o mandatário rubro-negro é alvo de investigações da Operação Greenfield, essa ala rubro-negra alegou que há uma brecha estatutária para que isso ocorra. O pleito foi remetido a Antônio Alcides, presidente do Conselho Deliberativo (CODE).

Em seu pedido, Siro Darlan, associado que representa o grupo, destaca trechos do estatuto que preveem as punições de e ressalta que "se na condição de administrador da coisa pública, está sendo acusado de agir de forma fraudulenta, seria uma temeridade deixa-lo continuar gerindo a administração do Clube de Regatas do Flamengo".

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou o presidente por gestão fraudulenta e envio indevido de recursos. Nelson José Guitti Guimarães, Demian Fiocca, Geoffrey David Cleaver e Gustavo Henrique Lins Peixoto também foram alvos da Operação Greenfield.

O rubro-negro e os demais envolvidos, representantes das empresas Mare e Mantiq, são acusados de terem lesado os fundos de pensão Funcef, Petros e Previ. A denúncia aponta que o FIP Brasil Petróleo 1, fundo gerido pelos executivos, remeteu dinheiro para o exterior, algo proibido pelo regulamento do FIP.

O MPF afirma que a empresa americana Deepflex foi usada na operação. O dinheiro foi irregularmente remetido para o exterior e a companhia faliu, fazendo sumir todo o dinheiro que havia recebido.

A manobra que viabilizou a suposta irregularidade consistiu na criação das empresas Brasil Petróleo e Participações SA e Deepflex do Brasil. As mesmas foram usadas como fachada, com o objetivo de aplicar na Deepflex. O recurso era enviado para as empresas brasileiras, que enviavam para o exterior.

O MPF estima o rombo em mais de R$ 100 milhões e pede que os denunciados paguem o triplo deste montante, que teria de ser corrigido a partir da taxa Selic.

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