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Libertadores - 2021

Diretoria do Atlético-MG pede à Conmebol 'rigorosa punição ao Boca Juniors'

Até um bebedouro foi arremessado durante a confusão no Mineirão - Reprodução
Até um bebedouro foi arremessado durante a confusão no Mineirão Imagem: Reprodução

Guilherme Piu

Do UOL, em Belo Horizonte

24/07/2021 15h36

Classificação e Jogos

As cenas lamentáveis de violência nos bastidores do Mineirão na última terça-feira, após o Atlético-MG eliminar o Boca Juniors (ARG) da Copa Libertadores, nos pênaltis, ainda repercutem tanto em solo brasileiro quanto na Argentina. Se no país vizinho corre a informação de que os Xeneizes romperam relações com a associação de futebol local, com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) e até com o departamento de saúde argentino, no Brasil a diretoria do Galo trabalha por uma punição à equipe "Azul y oro"

Pelo Twitter o Atlético-MG divulgou na tarde de hoje (24) que encaminhou documento à Conmebol, por meio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), pedindo severa punição ao Boca Juniors (ARG) pelos episódios de barbárie no Gigante da Pampulha.

"O Clube Atlético Mineiro informa que fez representação à Conmebol, via Confederação Brasileira de Futebol (CBF), solicitando rigorosas punições ao Club Atlético Boca Juniors pelos atos praticados após o jogo das oitavas da Copa Libertadores, no Mineirão, no último dia 20", disse no começo da nota oficial.

Ainda de acordo com o comunicado, que demandou cinco mensagens na plataforma Twitter, o Galo anexou documentos, vídeos e o boletim de ocorrência lavrado pela Polícia Militar de Minas Gerais, que no entendimento do clube "comprovam, de forma inequívoca, a responsabilidade do Boca Juniors pelos atos de atletas e membros da delegação, que violaram os princípios de conduta do Código Disciplinar da Conmebol", diz outra parte do comunicado.

Um dos vídeos anexados ao documento enviado à Conmebol está o que mostra um integrante da delegação do Boca Juniors (ARG) admitindo que houve uma tentativa de "busca ao trio de arbitragem" e não aos jogadores e comissão técnica do Atlético-MG. Essa conversa aconteceu entre o presidente atleticano, Sérgio Coelho, o diretor de futebol alvinegro Rodrigo Caetano, e um membro da comitiva Xeneize no corredor de acesso aos vestiários do Mineirão.

No relato feito pelo Atlético-MG nas redes sociais, a informação de que "integrantes da equipe argentina tentaram invadir vestiários da comissão de arbitragem e, posteriormente, do Atlético, agrediram seguranças e policiais militares e depredaram patrimônio do estádio", aponta.

Por causa da confusão que foi armada no estádio mineiro, a polícia mineira encaminhou alguns argentinos à delegacia, de onde o grupo saiu somente 12h após o fim da partida.

Onze pessoas foram ouvidas durante a madrugada de terça para quarta-feira. Prestaram esclarecimentos oito dos detidos: o goleiro Javier Garcia, os zagueiros Carlos Zambrano, Carlos Izquierdos e Marcos Rojo; o atacante Sebastián Villa, além do preparador de goleiros Fernando Gayoso, o auxiliar Leandro Somoza e o dirigente Raul Cascin.

"Com a representação, o Clube Atlético Mineiro espera que a entidade que rege o futebol na América Latina (Conmebol) seja firme e exemplar na punição dos infratores, a fim de se coibir tais práticas e, principalmente, demonstrar ao mundo do futebol que atitudes como as ocorridas serão passíveis de severas consequências. Se medidas assim forem adotadas, a Conmebol estará dando relevante contribuição para a paz e para o chamado "fair play" no futebol", finalizou, o Atlético-MG, assim o seu comunicado.