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'Foi uma decisão em conjunto', diz Marta sobre manifesto contra assédio

Marta falou sobre manifesto contra assédio divulgado pelas jogadoras da seleção brasileira - Reprodução/TV Globo
Marta falou sobre manifesto contra assédio divulgado pelas jogadoras da seleção brasileira Imagem: Reprodução/TV Globo

Do UOL, em São Paulo

11/06/2021 19h25

Marta falou sobre o manifesto contra assédio divulgado hoje pelas jogadoras da seleção feminina de futebol antes da vitória por 3 a 0 contra Rússia. Em entrevista à Rede Globo, a atacante disse que o protesto "foi uma decisão em conjunto" entre atletas e comissão técnica.

Além da publicação, feita horas antes do amistoso, as brasileiras entraram em campo com uma faixa escrita "Assédio não". A manifestação acontece dias após o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Rogério Caboclo, ser afastado da entidade após denúncias de assédio moral e sexual.

"Foi uma decisão em conjunto. A gente tem uma comissão que é muito alinhada com as atletas, então a gente resolveu mostrar a nossa opinião nesse sentido. Somos obviamente contra qualquer tipo de assédio. Sem fazer pré-julgamentos, os fatos estão aí para serem apurados, mas a gente necessitava mostrar nosso posicionamento. E a gente fez em conjunto, como sempre fazemos em todas outras situações", disse a jogadora.

"Agora é deixar essa situação de lado, focar no nosso trabalho aqui, porque esse período de trabalho que estamos fazendo é muito importante para que a gente chegue preparada na Olimpíada. Neste momento, a gente vai fazer isso, vai manter o foco e deixar que as autoridades resolvam essa situação", acrescentou.

Sem citar o nome do presidente da entidade, as atletas manifestaram que a "luta por respeito e igualdade vai além dos gramados", e incentivaram vítimas a denunciar qualquer tipo de assédio. Elas também ressaltaram que os inúmeros abusos cometidos no país "vão contra os nossos princípios de igualdade e construção de um mundo mais justo".

Confira o manifesto na íntegra:

Todos os dias no Brasil, milhares de pessoas são acometidas e desrespeitadas com cenas de assédio, seja moral ou sexual, especialmente nós, mulheres.

São brasileiras e brasileiros, vítimas de abusos e atos que vão contra os nossos princípios de igualdade e construção de um mundo mais justo.

Dizer não ao abuso são mais do que palavras, são atitudes. Encorajamos que mulheres e homens denunciem!

Nossa luta pelo respeito e igualdade vai além dos gramados.

Hoje, mais uma vez dizemos: Não ao assédio.

Manifesto da seleção masculina

No início da semana, os jogadores da seleção masculina fizeram um manifesto e se disseram contra a Copa América, que será disputada no Brasil após pedido da CBF ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). No texto, os atletas se disseram contra a organização da competição, mas negaram qualquer recusa em vestir a camisa amarela. Não há menções em relação à pandemia do coronavírus e motivos sobre a tal insatisfação.

O manifesto dos jogadores foi alvo de críticas nas redes sociais. Entre as reclamações, está a alegação de que houve a falta de um posicionamento "mais forte" em relação ao torneio e às denúncias envolvendo o presidente da CBF e a pandemia.

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