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Deola é acusado de se beneficiar de manipulação de resultados; jogador nega

Deola é um dos goleiros revelados nas categorias de base do Palmeiras - Vinicius Pereira-24.set.2014/Folhapress
Deola é um dos goleiros revelados nas categorias de base do Palmeiras Imagem: Vinicius Pereira-24.set.2014/Folhapress

Flavio Latif

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/04/2021 18h35Atualizada em 21/04/2021 20h19

Uma reportagem do portal Distrito do Esporte, em parceria com o Jornal de Brasília, afirma que o goleiro Deola, ex-Palmeiras, estaria envolvido em um esquema de manipulação de resultados do Campeonato Brasiliense de Futebol. O texto diz que o jogador de 38 anos teria se beneficiado financeiramente de falhas.

A apuração do jornal local apontou que houve direcionamento para beneficiar apostadores de três times: Formosa, Samambaia e Real Brasília (equipe de Deola). O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios confirmou ao UOL Esporte que abriu investigação sobre o campeonato candango deste ano. Segundo a reportagem, alguns dirigentes já foram convocados para prestar depoimento.

Em entrevista no podcast "Voz do Quadradinho", também do Distrito do Esporte, o presidente do Real, Luís Felipe Belmonte, afirmou que, durante a partida entre sua equipe e o Formosa —que acabou rebaixando o Real Brasília—, recebeu uma ligação de um dirigente envolvido no Candangão e no esquema de manipulação ofertando um resultado favorável na partida entre Luziânia e Santa Maria, que poderia fazer com que o Real permanecesse na primeira divisão.

O mandatário recusou a oferta e o Luziânia fez mais dois gols, vencendo a partida por 3 a 0 —decretando o rebaixamento do Real Brasília.

Belmonte ainda citou no podcast que Deola teve "atuações convincentes e sem maiores falhas nas atuações pelo clube", refutando as acusações contra o jogador.

Em contato com o UOL Esporte, o goleiro veterano negou ter participado de qualquer esquema. Ainda relembrou um episódio do Brasileirão de 2010, quando defendia o Palmeiras em uma partida contra o Fluminense. O clube carioca disputava o título rodada a rodada com o Corinthians, e a torcida palmeirense queria que o jogo, pela penultima rodada, fosse "entregue" para o Tricolor das Laranjeiras ficar mais perto do título do Campeonato Brasileiro.

"Eu jamais faria esse tipo de coisa. Não tenho desvio de caráter. É tudo calúnia [se referindo à reportagem do Distrito do Esporte]. O meu próprio presidente saiu em minha defesa. É só lembrar o episódio de 2010, Palmeiras x Fluminense. Jogaram um copo d'água na minha cabeça porque eu não queria entregar o jogo e estava fazendo as defesas. Não é da minha índole", disse o atleta.

Naquela ocasião, Deola ficou extremamente incomodado com a atitude de sua própria torcida e afirmou: "Eu quero pensar que, o que aconteceu aqui em Barueri é o pensamento de 0,0000001% da torcida palmeirense. Imagino que a grande maioria sempre apoia o time e quer ver o Palmeiras buscando vitórias e títulos".

O Fluminense venceu o Palmeiras por 2 a 1, mas só garantiria o título na última rodada daquele Brasileirão, com vantagem de dois pontos sobre o Corinthians.

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