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Jhonata vive a expectativa de voltar a atuar 2 anos após incêndio no Ninho

Jhonata Ventura, zagueiro do Flamengo, foi uma das vítimas do incêndio no Ninho - Reprodução Instagram Jhonata Ventura
Jhonata Ventura, zagueiro do Flamengo, foi uma das vítimas do incêndio no Ninho Imagem: Reprodução Instagram Jhonata Ventura

Do UOL, no Rio de Janeiro (RJ)

08/02/2021 12h00

Em meio ao incêndio que atingia o alojamento das categorias de base do Flamengo, no CT Ninho do Urubu, Jhonata Ventura se tornou um dos heróis. Passados dois anos daquela tragédia, porém, ele ainda vive a expectativa de retornar aos gramados e retomar a caminhada rumo ao sonho de se tornar jogador de futebol.

Integrante do elenco sub-17 do Rubro-Negro, o zagueiro se reapresentou no último dia 5, ao lado de alguns companheiros, e tem a esperança de voltar a atuar pela primeira vez desde o incidente, do qual foi um dos sobreviventes.

Naquela madrugada de 8 de fevereiro de 2019, Jhonata havia escapado das chamas que consumiam os dormitórios, mas voltou para quebrar as janelas do local e tentar ajudar os amigos. Com cerca de 35% do corpo queimado, em maioria na parte superior, chegou a ter o estado considerado como gravíssimo.

Jhonata Ventura, que teve 30% do corpo queimado no incêndio do CT Ninho do Urubu, apresentou evolução - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação

Após internações no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Municipal Pedro II e no Hospital Vitória, recebeu alta em 13 de abril, mais de dois meses após o incêndio. Mas o tratamento ainda continuaria ao longo daquele ano.

Em janeiro de 2020, Jhonata, aos poucos, foi retornando à rotina de atleta e voltou a fazer atividades em campo, iniciando um processo de transição até poder se juntar ao elenco. Quando o objetivo parecia perto de ser alcançado, veio a pandemia de coronavírus e as competições de base em todo o Brasil foram paralisadas. O sub-16 do Flamengo, então categoria dele, voltou às atividades em agosto, mas ainda sem torneios oficiais a disputar

Em outubro, o zagueiro assinou o primeiro contrato profissional com o Rubro-Negro, com vínculo até setembro de 2023. Na ocasião, ele celebrou em uma rede social.

Rodrigo Dunshee, vice-presidente Geral e Jurídico do Flamengo, com Jhonata Ventura - Marcelo Cortes/Flamengo - Marcelo Cortes/Flamengo
Imagem: Marcelo Cortes/Flamengo

No fim do ano, em um treinamento, Jhonata acabou machucando o cotovelo do braço esquerdo, no qual ele fazia tratamento, e teve de fazer fisioterapia. Agora, com o retorno dos treinamentos da categoria e um calendário firmado, há a expectativa de que ele volte a atuar.

Homenagem

Antes de a bola rolar para Red Bull Bragantino e Flamengo, ontem (7), pelo Campeonato Brasileiro, as vítimas do incêndio no Ninho do Urubu foram homenageadas. Ventura, através de uma rede social, lembrou os ex-companheiros.

Outros sobreviventes voltaram ainda em 2019

O goleiro Francisco Dyogo e o atacante Cauan Emanuel, outros sobreviventes que ficaram internados, voltaram a atuar ainda em 2019. O UOL Esporte contou sobre esse retorno quando a tragédia fez um ano.

Cauan Emanuel relembra encontro com Tite - Reprodução/Instagram - Reprodução/Instagram
Imagem: Reprodução/Instagram

Cauan foi o primeiro dos três feridos a ir para casa. Ele ficou internado apenas por três dias e voltou a jogar quase dois meses depois do incêndio. Assim como Francisco Dyogo, fez uma tatuagem em homenagem aos amigos que se foram.

"Ele está levando essa lembrança com ele. Foram quase três anos convivendo com os meninos. Isso não é três dias ou três semanas. O que vai ficar com ele é todo esse tempo em que estavam juntos", revelou ao pai John Emanuel.

Francisco Dyogo, sobrevivente do incêndio no Ninho, assinou contrato profissional com o Flamengo - Reprodução Instagram - Reprodução Instagram
Imagem: Reprodução Instagram

Quase no mesmo período Francisco Dyogo também retomava a carreira, em partida que já seria marcante por si só, mas ele ainda deu uma assistência para um gol e defendeu um pênalti. Em março do ano passado, o goleiro assinou o primeiro contrato profissional, com validade até fevereiro de 2023.

"Acompanhar o jogo da arquibancada foi algo muito apreensivo para mim. Fiquei muito nervoso. Foi um tipo de alegria ver meu filho jogando novamente pelo Flamengo, pelo clube que ele sempre teve vontade de jogar", contou o pai Francisco José Pereira Alves.

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