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Sem Alison, Santos perde mais do que o capitão em preparação para a final

Alison em jogo pelo Santos, na Vila Belmiro - Ivan Storti
Alison em jogo pelo Santos, na Vila Belmiro Imagem: Ivan Storti

Gabriela Brino

Colaboração para UOL, em Santos

19/01/2021 04h00

O Santos anunciou, na tarde de ontem (18), que o volante Alison foi diagnosticado com Covid-19. E o técnico Cuca perde muito mais do que um capitão no elenco nos próximos dez dias, mas também uma referência nos vestiários e no dia a dia do Peixe.

Mesmo com pouquíssima aparição na imprensa, por ser tímido, Alison adotou uma postura diferente com os companheiros de equipe. Ele se fez mais presente. Se tornou o cara do discurso na preleção, deu abertura a todos para conversas mais próximas e íntimas, criou laços e parcerias. Fez o Santos acreditar na classificação à final da Libertadores porque "4% é muito".

Braço direito de Cuca

Cuca tem poucos atletas que pode chamar de braço direito no Santos. Jogadores que ele considera "pilares" da posição, como Diego Pituca e Lucas Veríssimo, por exemplo. E Alison está totalmente incluso no seleto grupo, tanto é que o treinador insistiu na escalação do camisa 5, mesmo quando não era unanimidade entre os torcedores.

É verdade que Alison é pouco regular, mas algumas coisas a mais contam para o treinador além da regularidade: a vontade. O volante não fez corpo mole, mesmo quando sabia que não estava jogando bem. Não reclamou, sequer conversou com Cuca sobre a fase. Ele era escalado, entrava para jogar, e, no dia seguinte, estava treinando e corrigindo os erros. Cuca valorizou muito isso no capitão.

4% é muito, rapaziada

Além da figura Alison, o jogador também tem sido cada vez mais forte nos vestiários. Por sua história no Santos ser de altos e baixos — fez seu primeiro jogo pelo profissional do Peixe em 2011 —, o atleta de 27 anos inspira por sua frieza e cabeça no lugar.

Hoje em alta, se tornou o "homem do vestiário". O discurso emocionante no primeiro jogo da semifinal da Libertadores contra o Boca Juniors, em que os times empataram em 0 a 0 na Argentina, ficou marcado. Alison citou os 4% relembrando a porcentagem que os especialistas previam para que o Santos avançasse no campeonato continental. Ele também ressaltou que o elenco "não pipoca para ninguém".

Receio da Covid

Diagnosticado com coronavírus, Alison preocupa o treinador Cuca. Serão dez dias ausentes, como prevê o protocolo de quarentena. O isolamento começou no último domingo (17), sendo assim, o titular estará disponível somente no dia 27 deste mês. Serão poucos dias de preparação até a final da Libertadores contra o Palmeiras, dia 30, no Maracanã.

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