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Palmeiras tem 'cicatrizes' da Covid e aguarda Abel para discutir 'plano B'

Jogadores do Palmeiras durante preparação para enfrentar o Libertad  - Cesar Greco
Jogadores do Palmeiras durante preparação para enfrentar o Libertad Imagem: Cesar Greco

Thiago Ferri

Do UOL, em São Paulo

09/12/2020 04h00

O Palmeiras já passou pelo surto da Covid-19 que infectou mais de 20 jogadores, mas foram deixadas cicatrizes que apareceram no empate de ontem (8), com o Libertad (PAR).

Sem o técnico Abel Ferreira, que se recupera da doença, o auxiliar João Martins citou que os atletas recuperados do novo coronavírus têm tido dificuldades físicas. Por isso, é possível que atletas sejam poupados antes do jogo de volta das quartas de final da Copa Libertadores.

Nos empates com Santos e Libertad (PAR), o time não contou com o comandante no banco de reservas e fez seus piores jogos desde a chegada da atual comissão técnica. Depois dos dois confrontos, o desgaste foi um complicador citado. Além de tudo, há jogadores lesionados: Felipe Melo, Patrick de Paula, Wesley, Luan Silva e Luiz Adriano.

Mesmo a ausência de Abel é um problema admitido pelos atletas, ainda que os auxiliares tenham recebido elogios — Vitor Castanheira e João Martins são os representantes do chefe no campo.

"Sabemos que ajuda muito quando o treinador está (na beira do campo), mas os assistentes são muito bons. Mais que nada, hoje [ontem] nossa dificuldade foi a parte física. Afetaram muito as lesões, as partidas são intensas. Creio que em São Paulo vai ser um jogo de igual para igual. Mas jogamos na nossa casa, temos uma pequena vantagem e vamos tentar fazer o possível para passar", pontuou Gustavo Gómez.

Abel testou positivo na última quinta (3) e a partir de então está em isolamento. Ele participa por vídeo-chamadas dos treinos e mantém contato direto com elenco e comissão técnica. O português chegará ao décimo dia após contrair a doença justamente no sábado (12), quando o Verdão recebe o Bahia, pelo Brasileirão, mas participará antes da definição da estratégia para o duelo.

O elenco terá três treinos até o confronto e outros dois antes de voltar a enfrentar o Libertad, na terça que vem (15), no Allianz Parque. Pelo menos duas destas atividades, contudo, serão regenerativas para aqueles que estiverem nos jogos.

Até agora, o Palmeiras disse que não iria privilegiar a Libertadores e a Copa do Brasil enquanto disputa o Campeonato Brasileiro. Só que a queda de rendimento físico, sem uma folga maior no placar da competição continental, pode fazer a estratégia ser alterada.

No Defensores del Chaco, o diagnóstico é de que a equipe não foi agressiva como de costume. Isto terá de mudar na volta — com o empate em 1 a 1 no Paraguai, o Verdão joga pelo 0 a 0 em casa para ir à semifinal da Copa Libertadores.

"Não foi o pior desempenho (do Palmeiras), mas não foi bom. Temos noção disso. O tipo de jogo do adversário, e nosso demérito na primeira parte, fez sobressair o estilo do adversário. O jogo foi para o lado em que convinha o adversário. Muita bola longa, mais agressivos que nós e temos de corrigir. Temos de ser mais agressivos, temos de ganhar mais duelos e temos de conseguir implementar nosso estilo, independente do adversário", avisou João Martins.

Diante do Bahia, além dos machucados, o Palmeiras não terá dois jogadores suspensos: Zé Rafael e Lucas Lima, sendo que o camisa 20 foi expulso ontem e também está fora da volta na Libertadores.

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