PUBLICIDADE
Topo

Futebol

Sem brilho, Neymar adota futebol de raça e vira símbolo do drama do PSG

João Henrique Marques

Do UOL, em Paris (FRA)

25/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

Nervoso no banco de reservas, Neymar dá um grito de comemoração assim que soa o apito final. É cena incomum ver o camisa 10 ausente nos minutos derradeiros de uma decisão, como na vitória por 1 a 0 contra o RB Leipzig, ontem (24), no Parque dos Príncipes, pela Liga dos Campeões. Esgotado, ele teve atuação ruim no segundo tempo e foi figura central do drama do PSG.

Aos 10 minutos do primeiro tempo, Neymar fez o gol da vitória do PSG em cobrança de pênalti. A marcação de falta na área em Di Maria está longe de ser incontestável e foi o que decidiu o jogo, permitindo que o time francês siga com chances de garantir a classificação às oitavas de final da Champions.

Restando duas rodadas para o encerramento da fase de grupos, o Manchester United é o líder da chave, com nove pontos, enquanto PSG e Leipzig dividem a segunda colocação, com seis pontos cada. O lanterna é o turco Istanbul Basaksehir, com três pontos.

Recuperado de lesão na coxa esquerda, Neymar mostrou estar distante do condicionamento físico ideal. O treinador do PSG, Thomas Tuchel, havia avisado que o brasileiro iria para o sacrifício pela necessidade do time e, sendo assim, a decisão tática foi a de o colocar como um falso 9 em campo, quase sem responsabilidade defensiva.

Com liberdade para flutuar pelos lados do campo no ataque, Neymar teve atuação no primeiro tempo recheada de confrontos no mano a mano. No total da partida, foram sete faltas sofridas e diversas discussões com os adversários, em um cenário de futebol de raça, que também contou com carrinho e muita "cera" para fazer o tempo passar.

"Foi um Neymar nervoso em campo. Fez o gol da vitória de pênalti, mas não conseguiu encontrar um bom ritmo no jogo. Seguido de perto por marcadores, ele jamais fez a diferença no jogo", criticou o jornal francês Le Parisien, que deu nota 4.5 para a atuação do camisa 10.

Tuchel sacou Neymar e Mbappé aos 45 minutos do segundo tempo. Os atacantes não conseguiam mais executar a função de prender a bola no ataque e foram substituídos por Sarabia e Kean, respectivamente. Mesmo sendo nos minutos finais, foi curioso ver a principal dupla do PSG deixando o campo na reta final da partida.

"Foi uma final para a gente. Aqui é assim, o Verratti entrou em campo sem fazer treinamentos, o Neymar entrou sem rítimo de jogo, e o Mbappé também não tem a condição ideal. Vocês acham que são desculpas, mas essa é a nossa realidade", disse Tuchel ao fim do jogo.

Para ter Neymar contra o Leipzig, o PSG ficou satisfeito com o corte do atacante da seleção brasileiro há cerca de duas semanas. O camisa 10 foi ausência nas vitórias do Brasil sobre a Venezuela (1 a 0) e Uruguai (2 a 0) e foi elogiado internamente no clube por retornar a Paris para finalizar o tratamento na coxa esquerda. Antes de encarar o time alemão, o jogador brasileiro teve 30 minutos em campo na derrota por 3 a 2 para o Monaco, pelo Campeonato Francês.

Na próxima rodada da Liga dos Campeões, dia 2 de dezembro, o PSG vai ao estádio Old Traford, para encarar o Manchester United. O duelo é um novo contorno de drama para o time francês que está longe das boas performances da temporada passada. No primeiro duelo entre os clubes pelo Grupo H, os ingleses levaram a melhoram ao vencerem por 2 a 1, em Paris.

Futebol