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Fla é assombrado por velhos erros, e Ceni tem raro tempo livre para ajustes

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Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

25/11/2020 04h00

Classificação e Jogos

Dadas as circunstâncias, o empate por 1 a 1 contra o Racing foi festejado no Flamengo. O desempenho, no entanto, liga o sinal amarelo para Rogério Ceni até o reencontro com o rival, na próxima terça-feira (1), às 21h30, no Maracanã, pela volta das oitavas de final da Copa Libertadores.

No estádio El Cilindro, o Flamengo voltou a cometer erros comuns durante o tempo de Domènec Torrent, especialmente no que diz respeito ao sistema defensivo. Ontem (24), a zaga foi formada por Thuler e Léo Pereira, mas a combinação de peças não colocou fim a erros conhecidos.

Pressionado pelo adversário, o time teve dificuldades para sair jogando desde atrás. Algumas escolhas erradas de passe dos zagueiros levaram Ceni à loucura na beira do campo e deram calafrios no torcedor. Lentos quando o rival retomava a bola, os zagueiros foram batidos com facilidade no mano a mano, falharam nas bolas aéreas e tiveram uma noite para esquecer.

Para arrematar a jornada ruim, Thuler foi expulso e isso fez o desgaste físico do Fla aumentar. No banco de reservas, Natan reclamou com o juiz e também foi para o chuveiro mais cedo. Se Rodrigo Caio não voltar a tempo, as opções para a partida de volta são Léo Pereira, Gustavo Henrique e Noga. Mais do que nomes, o treinador tem o desafio de ajustar posicionamentos e melhorar a saída de bola.

"Quando você tem jogadores talentosos na frente é natural as falhas maiores no setor defensivo. Não vou apontar um jogador ou outro, nós temos que ter tempo para treinar. Nós não tivemos praticamente treino", disse ele.

Sem Isla, que sentiu dores na coxa ainda no aquecimento, o treinador apostou alto e colocou Renê improvisado no lado direito. O jogador tentou guardar o posicionamento, mas sofreu com Domínguez. O improviso também remeteu a Dome, que optou por escalar Rodrigo Caio como lateral-direito. Na ocasião, um baile e vitória por 3 a 0 para o Atlético-GO.

"Decidimos pelo Renê pela experiência, por ser um jogador que defensivamente tem uma boa recomposição. Uma decisão muito particular nesse sentido. O Matheuzinho era um ponta, foi trazido para a lateral, com muita ofensividade. O Renê tem mais poder de marcação, apesar da perna trocada", explicou o técnico.

E o desejo de Ceni por um pouco de tempo para trabalhar será atendido. Sem jogos no final de semana — o duelo com o Grêmio, pela 23ª rodada do Brasileirão, será remarcado pela CBF —, o Flamengo terá uma raríssima brecha para se preparar para o duelo que definirá quem segue vivo na competição continental. A última vez que o elenco teve apenas um compromisso na semana foi entre os dias 23 de agosto (empate contra o Botafogo) e 30 de agosto (vitória sobre o Santos).

A folga no calendário reacende a esperança de colocar o grupo em melhores condições físicas e recuperar jogadores como Isla, Pedro e Rodrigo Caio, ambos lesionados após jogos da seleção brasileira. Diante dos argentinos, o Fla voltou a poder usar Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gabigol e Bruno Henrique após um hiato de 26 partidas. Para o Fla voltar aos trilhos, os médicos "entram em campo" e podem ser decisivos para a classificação. As lesões assombram o clube e o departamento médico tem sido questionado.

"Nem todas as lesões que o Flamengo tem são musculares. O caso do Thiago Maia não tem nada a ver com muscular. Temos que avaliar o que é muscular, óssea e ligamentar. O acumulo de jogos, o cansaço, isso faz diferença. Para vocês terem uma ideia, há três meses não tínhamos essa formação com Arrascaeta, Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol", acrescentou o treinador rubro-negro.

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