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Diniz dispara contra arbitragem de empate do São Paulo: "muito confusa"

Do UOL, em São Paulo

14/10/2020 22h32

Classificação e Jogos

Fernando Diniz fez críticas à atuação de Rodolpho Toski Marques (Fifa/PR) no empate por 3 a 3 entre São Paulo e Fortaleza, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil 2020. O treinador crê que a arbitragem foi "muito confusa" no jogo ocorrido na Arena Castelão.

Embora concorde com as expulsões de Felipe Alves e Carlinhos, jogadores do time adversário, o técnico crê que houve pênalti a favor do Tricolor paulista no último lance do jogo, quando a bola desviou no braço direito de Juninho na grande área do Fortaleza. O comandante são-paulino queixa-se ainda da demora para a utilização do VAR.

"Eu achei a arbitragem muito confusa, diferente da arbitragem de sábado, do Vuaden, no jogo contra o Palmeiras. Foi um critério que ele adotou e seguiu até o fim do jogo. Ele começou sem marcar muitas faltas. O lance do Felipe Alves foi muito claro e, ao solicitar o VAR, demorou 11 minutos. O Fortaleza retardou o jogo toda hora. Ele tinha que dar 11 minutos só da parada do VAR. Ele já tinha dado nove minutos, começaram a retardar na minha frente. Reclamei do tempo, ele me expulsou. A expulsão foi por causa disso. O Fortaleza iria jogar para explorar contra-ataques", disse.

"A meu ver, foi pênalti [no último lance do jogo]. Vocês [imprensa] podem falar melhor aí. O VAR chamou e deve ter tido motivo para chamar. Não adianta depois que passa a gente ser prejudicado, como foi contra o Atlético-MG. A reclamação não é só do árbitro. As expulsões eram para expulsão mesmo. O Felipe [Alves] era para ser expulso antes do VAR, e o Carlinhos xingou o árbitro. Se expulsa o árbitro, é para expulsão mesmo", acrescentou.

Perguntado sobre a utilização do VAR no futebol brasileiro, Diniz voltou a disparar críticas. O técnico ainda citou o gol anulado de Luciano contra o Atlético-MG no Mineirão. Na tarde de hoje (14), Leonardo Gaciba admitiu que houve erro no uso da tecnologia naquela ocasião.

"O VAR demora muito tempo para decidir o que acontece no VAR. Como a gente fica 11 minutos para analisar um lance e não repõe? O jogo contra o Vasco aconteceu a mesma coisa. Acho muito ruim errar com a tecnologia. No gol contra o Atlético-MG, faço uma crítica contumaz. A gente tem que premiar quem está fazendo o gol na dúvida. Quando foi questionada a arbitragem, eles têm uma tecnologia de ponta e você é penalizado pela tecnologia. A minha crítica maior é o tempo que se gasta e que não se repõe no jogo de futebol. Esse lance era muito do árbitro. Eu acho ruim o uso excessivo do VAR. A principal crítica que tenho é que o VAR não repõe para ver se o VAR acertou ou errou", concluiu.

A arbitragem se atrapalhou após a expulsão de Felipe Alves, na noite de hoje. Dois pontos foram questionáveis. O primeiro foi referente à decisão sobre a cor do cartão do goleiro do Fortaleza. Foram necessários seis minutos do início do lance até a definição por Rodolpho Toski Marques (Fifa/PR). Outro ponto chamou a atenção. Rogério Ceni fez três substituições após o lance. O quarto árbitro, Léo Holanda, se confundiu no lance e autorizou a entrada dos três atletas — Roger Carvalho, Max Walef e Yuri César. Porém, só dois atletas haviam deixado o gramado — David e Jackson. Após mais quatro minutos de confusão, a arbitragem percebeu que Felipe deveria também abandonar o gramado. A situação acarretou em cartão amarelo para o goleiro Max Walef..

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