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Inter leva 63% dos gols da mesma forma e sofre com 'problema crônico'

Diego Souza vence disputa aérea com Moisés em clássico Gre-Nal - Lucas Uebel/Grêmio
Diego Souza vence disputa aérea com Moisés em clássico Gre-Nal Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

07/08/2020 04h00

Com 20 jogos em 2020, o Internacional teve sua defesa vazada em apenas sete. Foram 11 gols sofridos, um número até baixo, mas que evidenciou um problema crônico: a bola aérea.

Das vezes em que a meta de Danilo Fernandes ou Marcelo Lomba foi vazada, sete ocorreram em lances desta foram. Ou seja 63,3% dos gols sofridos pelo Inter foram com cruzamentos.

A reportagem do UOL Esporte analisou todos os lances e separou de onde partiram e como ocorreram os gols contra o time de Eduardo Coudet.

De onde partem os cruzamentos?

O início das jogadas de bola aérea que vazam a defesa do Inter não possui padrão. Ou seja, tem entrado todo o tipo de jogadas desta forma. O mais comum nos sete gols sofridos foram cruzamentos do lado direito defensivo (4) e em cima dos jogadores do lado oposto (5). Ainda houve três cruzamentos que partiram do lado direito de defesa. Um deles foi concluído exatamente do centro e um deles da primeira trave.

Evitar os cruzamentos seria possível em cinco lances, pois apenas dois nasceram de cobranças de escanteio. Nenhum deles de falta.

Quem é que sobe...

Uma vez com a bola viajando sobre a área do Internacional, é necessário que alguém a afaste, como ocorreu repetidamente. Afinal, são 11 gols sofridos em 20 jogos, sendo sete de bola aérea. Mas houve momentos em que não foi possível.

O jogador que mais perdeu embates por cima que acabaram em gol foi Victor Cuesta. O argentino foi superado duas vezes contra o São Luiz e outras duas contra o Grêmio. Ou seja, o zagueiro acabou batido em 57% dos gols de bola aérea sofridos pelo Inter. Houve ainda uma derrota de Rodrigo Moledo, um cruzamento às costas de Moisés e outro de Rodinei.

Se não é por cima...

Curiosamente, o Inter levou apenas um gol de bola rolando que não fosse por cruzamento. Na quarta-feira, a enfiada por cima (que não foi cruzamento) em direção ao ataque foi afastada de forma equivocada por Moisés e acabou na pancada de Isaque para a rede.

Antes disso, o Colorado havia sofrido com rebote de falta que acertou a trave contra o São José, de pênalti contra o Esportivo e de falta que desviou na barreira diante do Grêmio.

Não são apenas gols...

Não são apenas os gols que evidenciam o problema do Inter nos cruzamentos. Contra o Esportivo, por exemplo, jogo em que o Colorado venceu por 4 a 0, o rival teve ao menos duas boas chances desta forma, desperdiçadas pelos jogadores de frente. Observando os lances dos jogos em que o time foi ou não vazado na temporada, há repetidos momentos em que a bola é concluída de forma equivocada ou para nas mãos do goleiro.

Ciente da limitação vermelha por cima, no último clássico o Tricolor empilhou cruzamentos e foi feliz no lance que abriu caminho para a vitória.

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