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Nino quer Flu na parte de cima do Brasileirão: 'Lugar onde o clube merece'

Nino destacou identificação com o Fluminense e projetou bom Brasileirão para o clube - Lucas Merçon/Fluminense FC
Nino destacou identificação com o Fluminense e projetou bom Brasileirão para o clube Imagem: Lucas Merçon/Fluminense FC

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

06/08/2020 12h47

Classificação e Jogos

Apesar do pouco tempo de Fluminense, Nino se sente muito em casa no clube. Identificado, como ele mesmo destaca, o zagueiro de 23 anos quer que o Tricolor seja "mais ambicioso" no Brasileirão, brigando na parte de cima da tabela, diferentemente dos últimos anos.

"Não acredito que [brigar na parte de baixo] seja a realidade do clube. A história do clube faz com que o Fluminense entre sempre para brigar por coisas grandes. Todos sabemos do lugar que o Flu merece estar, e o nosso foco é colocar o clube de volta na parte de cima da tabela. Esperamos que seja um campeonato mais tranquilo em relação a rebaixamento e mais ambicioso em relação ao que vamos lutar", disse.

Para o início da disputa do Campeonato Brasileiro, entretanto, o Flu terá alguns desfalques. Além dos lesionados Matheus Ferraz, Digão, Frazan e Ganso, o clube vendeu Gilberto ao Benfica por 3 milhões de euros. Negociação que surpreendeu o defensor pela rapidez. Nino desejou sorte ao companheiro na Europa.

"Queria deixar muito claro a torcida do Gilberto, jogador de muita personalidade e qualidade. Merece reconhecimento. Sentimento de gratidão por todos os jogos que fez no nosso lado. A gente já sabia do interesse do Benfica pelo Gilberto, mas eu fui pego de surpresa. Não sabia que ia ser tão rápido. Ele veio ontem e já se despediu. Estou na torcida por ele", disse.

As opções para a lateral-direita, agora, são jovens da base e Igor Julião. Apesar da pouca idade, Nino busca passar confiança para quem quer que substitua o titular da posição nos últimos anos.

"Cheguei aqui ano passado do Criciúma, muito jovem. Outros jogadores me deram esse suporte. A gente sabe da qualidade dos meninos que têm aqui, que é indiscutível. Eles precisam de confiança. Precisam saber que quando olhar para o lado terá gente para correr por eles. Tenho tentado passar essa experiência e tranquilidade para na hora do jogo eles poderem desempenhar tudo o que sabem", opinou.

Isso porque, no Fluminense, Nino se sente em casa, "como se tivesse sido revelado pelo clube" nas divisões de base em Xerém, como disse. Ao falar do Tricolor, o zagueiro se derreteu em elogios.

"Tenho uma gratidão enorme pelo que o clube me deu no ano passado. Tento retribuir dentro de campo com aquilo que posso fazer e ajudar meus companheiros. Tenho um sentimento de amor ao clube. Vou falar com muito orgulho aos meus filhos e netos que joguei aqui, fui abraçado por funcionários, torcida, realmente quando falo do Fluminense só tenho sentimentos bons", disse.

De olho na estreia contra o Grêmio

O primeiro desafio do Flu no Campeonato Brasileiro será contra o Grêmio, um dos favoritos ao título da competição, no domingo, às 19h, na Arena, em Porto Alegre. O time de Renato Gaúcho venceu mais um Gre-Nal na noite de ontem (5), e chega embalado. Em 2019, as duas equipes protagonizaram um dos grandes jogos do campeonato.

"Vínhamos de duas derrotas no Brasileiro. Perdemos para Goiás e Santos, tinha muita pressão. Em 30 minutos perdíamos de 3 a 0. Nós acreditamos, continuamos com nosso modelo de jogo, sem loucuras. Eu saí, percebendo que temos capacidade e força interna para, independente das circunstâncias. Foi um jogo muito mais de coração e espírito do Fluminense, o time de guerreiros, que qualquer outra coisa. Mostra que quando a gente quer, podemos sair com a vitória contra quem e onde quer que seja", lembra

Agora, Nino vê certa vantagem na ausência de torcedores por conta da pandemia do novo coronavírus.

"É um jogo muito difícil. A gente sabe do potencial do Grêmio, a qualidade deles. Ontem fizeram um jogo muito bom. O jogo fora de casa é relativo sem torcida, o clima fica igual para as duas equipes. Sabemos que nesse tipo de jogo, sem torcida, sem público, a concentração tem que estar ainda maior", opinou.

O zagueiro acredita que o trabalho de Odair Hellmann, que conhece bem o primeiro dos rivais do Fluminense no Brasileirão, será preponderante. A equipe "já tem um padrão" e entrará forte na briga pela competição.

"É uma certa soberba dizer que entra no campeonato para ser campeão. Temos 19 adversários que entrarão querendo a vitória em todos os jogos. A única forma de brigar por coisas grandes é encarar todo jogo como uma final. A primeira é nesse fim de semana. Temos que encarar sempre como o último e mais decisivo para termos um resultado bom que é o que temos tentado fazer", disse, para acrescentar:

"No dia a dia temos tentado melhorar. Tenho a sensação de que temos modelo de jogo, um padrão. O professor [Odair Hellmann] por ter passado muito tempo no Internacional, jogado muitas vezes contra, tem nos passado o que o Grêmio tem de melhor. Estamos trabalhando em cima disso para fazer um grande jogo".

Questionado sobre o momento administrativo do clube, que enfim colocou os salários em dia, Nino elogiou a direção do Fluminense.

"Creio que salários em dia é o mínimo, o que todo trabalhador merece. Mas nós também reconhecemos o esforço e ficamos muito feliz que o trabalho está sendo recompensado pelo presidente [Mário Bittencourt], pelo Paulo [Angioni, diretor de futebol] e por toda a direção. Estão se empenhando em cumprir com as coisas. Fico feliz em estar trabalhando com gente tão séria", finalizou.

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