Topo

'Nunca vão encontrar um novo Rogério Ceni', diz Tiago Volpi

Tiago Volpi, goleiro do São Paulo, durante partida contra o Vasco, pelo Brasileirão de 2019 - Bruno Ulivieri/AGIF
Tiago Volpi, goleiro do São Paulo, durante partida contra o Vasco, pelo Brasileirão de 2019 Imagem: Bruno Ulivieri/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/07/2020 22h38

Goleiro titular do São Paulo, Tiago Volpi afirmou que não se sente pressionado no clube paulista com a constante sombra de Rogério Ceni, maior ídolo da posição na equipe. O jogador acredita que tem a confiança da diretoria para construir sua própria história.

"Nunca vão encontrar um novo Rogério Ceni. Mas outros jogadores na posição vão construir histórias bonitas, assim como eu penso em construir a minha. Eu não me sinto pressionado porque não quero ser o novo Rogério, quero fazer minha história, ganhar meus títulos. Agora, com a minha contratação em definitivo, tenho tempo para cumprir esses objetivos", declarou o goleiro em entrevista no Bem, Amigos!, do SporTV, hoje.

Chance na seleção mexicana

Após se destacar no Figueirense entre 2012 e 2014, Tiago Volpi atuou por quatro anos no Querétaro, do México, onde se tornou ídolo. Lá, o jogador teve a chance de se naturalizar e ouviu seu nome especulado até mesmo na seleção mexicana.

O goleiro do São Paulo afirmou que, apesar de ter interesse pela naturalização - até por sua filha ter nascido no México -, atuar pela seleção mexicana nunca passou por sua cabeça.

"Minha passagem no México foi muito bonita e eu tinha uma identificação muito grande no clube. Existiu, sim, a possibilidade de naturalização, mas eu sempre deixei claro que eu não atuaria por outra seleção. Sempre associei a seleção a um sentimento e não a um negócio. Eu nunca sonhei jogar com a camisa do México. E se eu aceitasse, além de fazer um negócio e tiraria o sonho de um goleiro mexicano que realmente sonhou com isso", continuou.

Volta aos treinos

Volpi contou ainda sobre a volta dos treinos. O goleiro afirmou que o trabalho com bola é o que exige mais tempo de adaptação, já que os jogadores ficaram sem contato com seu instrumento de trabalho por aproximadamente três meses.

"O principal problema da volta foi a bola. Depois de tanto tempo foi difícil defender alguma coisa. Essa última semana, voltamos a trabalhar com bola, antes era só trabalho físico. Aos poucos, a rotina volta ao normal. Por mais que tenham sido três meses, a nossa memória adapta rápido. Logo, logo a gente está nas pontas dos cascos novamente. O tempo da bola é a principal dificuldade. O tempo de reação também. É o que mais dificulta nesse começo", completou.