PUBLICIDADE
Topo

Dodô diz que Jorge Jesus é diferencial do Flamengo: 'Favorito para seleção'

Dodô participou de estágio com Dorival Júnior, treinador do Santos - Ivan Storti/ Santos FC
Dodô participou de estágio com Dorival Júnior, treinador do Santos Imagem: Ivan Storti/ Santos FC

Colaboração para o UOL, em São Paulo

15/06/2020 20h33

O ex-atacante Dodô - com passagens de sucesso por São Paulo, Botafogo, Fluminense, santos, entre outros - afirmou que o flamengo não jogaria bem como tem jogado se não fosse pelo trabalho do treinador Jorge Jesus, que chegou ao clube em 2019.

O ex-jogador ainda apontou o técnico português como o favorito para suceder Tite no comando da seleção brasileira.

"Acho que se o Jorge Jesus não estivesse aqui, o Flamengo não jogaria essa bola toda. É um time muito bom, mas ele tem uma ideia de jogo que me agrada muito, escolhe os melhores para colocar em campo, não gosta de poupar. Continuando dessa maneira, acho que ele é um favorito a assumir a seleção brasileira", disse em entrevista ao Expediente Futebol, do Fox Sports, hoje.

Ausência na Copa de 1998 e sem chances na Europa

Em 1997, Dodô viveu um dos melhores momentos de sua carreira, quando atuava pelo São Paulo, anotando 57 gols no ano. As boas atuações o levaram à seleção brasileira. Apesar de a boa fase continuar no ano seguinte, o ex-atacante não foi convocado para a Copa do Mundo de 1998.

Para Dodô, a explicação para ficar de fora do Mundial é simples: concorrência. O ex-atleta citou Edmundo como exemplo dos jogadores que competiam pela mesma vaga que ele na seleção brasileira. Outros nomes do setor de ataque que representaram o Brasil naquela Copa foram Ronaldo, Bebeto, Denílson e Rivaldo.

"Eu não joguei a Copa de 1998 porque tinha gente igual o Edmundo jogando. A concorrência era muito grande. Tinham muitos atacantes bons na época. Hoje, a gente vê jogadores que nem conseguem se destacar na seleção, mas que acabam voltando a ser convocados pela falta de opção mesmo", continuou

O destaque no time paulista também rendeu propostas de grandes times da europa, como Barcelona e Inter de Milão. Segundo Dodô, no entanto, o São Paulo optou por mantê-lo no clube, pois já tinha vendido Denílson ao Bétis (ESP).

"O ano de 1997 foi realmente muito especial para mim. Eu me destaquei com a camisa do São Paulo e fiz 57 gols. Naquela época, os contratos eram diferentes, não tinham multa rescisória. Eu cheguei a receber propostas de grandes times europeus, como o Barcelona e a Inter de Milão - teve proposta de 25 milhões de dólares até. Mas, como na mesma época o São Paulo vendeu o Denílson para o Bétis por mais de 30 milhões de dólares, o clube preferiu não me vender, pois seria um desfalque muito grande. Então, essa foi minha chance de ir para a Europa, mas não deu certo", disse.

Seleção brasileira e São Paulo hoje

Na mesma entrevista, Dodô opinou sobre a seleção brasileira. O ex-atacante afirmou que gostaria de ver Gabigol e Bruno Henrique como titulares do ataque, jogando da mesma maneira com que jogam no Flamengo.

Para Dodô, apenas Alisson e Neymar são intocáveis na seleção brasileira hoje. Nenhum outro tem o status desses jogadores na opinião do ex-jogador.

"Acho que o Neymar e o Alisson têm camisas cativas na seleção hoje. Nas outras posições, acho que ninguém tem esse mesmo status. Acho que os melhores atacantes antes da paralisação do futebol eram os do Flamengo. Eles merecem a titularidade na seleção e eu gostaria de vê-los jogando da mesma maneira que atuam no clube, com bastante movimentação", declarou.

Dodô destacou que o São Paulo estava em evolução antes da paralisação do futebol por conta do Coronavírus. O ex-atacante torce para que seu ex-clube retorne no mesmo ritmo.

"O São Paulo vem de muito tempo sem ganhar. A gente tem criticado muito a diretoria do clube, por ver que as contratações não estão sendo bem feitas e a dívida do time está aumentando. Antes da parada, o time estava jogando bem, adotando as ideias do Fernando Diniz - assim como foi no Fluminense, mas com um elenco melhor. Espero que o São Paulo volte no mesmo ritmo", completou.

UOL Esporte vê TV