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Cicinho culpa falta de tranquilidade nos treinos por fracasso em 2006

Cicinho na Copa do Mundo de 2006 - Tony Marshall - EMPICS/PA Images via Getty Images
Cicinho na Copa do Mundo de 2006 Imagem: Tony Marshall - EMPICS/PA Images via Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

02/06/2020 20h19

O ex-lateral-direito Cicinho, reserva de Cafu na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, declarou que a falta de tranquilidade durante a preparação da seleção brasileira para a competição foi a principal causa do fracasso do time, que parou nas quartas de final, em uma derrota para França por 1 a 0.

"O maior problema na Copa do Mundo de 2006 não foi salto alto, mas não ter uma tranquilidade para a preparação. Não tínhamos condições de fazer um treinamento só os jogadores. Sempre tinha milhares de pessoas assistindo aos treinamentos. Parreira tinha que mudar treino físico por coletivo porque o torcedor estava vaiando. A preparação nos atrapalhou", declarou em entrevista ao Expediente Futebol, do Fox Sports, hoje.

Cicinho disse que tinha a impressão de que o time era realmente imbatível, mas que detalhes ignorados nos treinos - muitas vezes apressados por fatores externos -, influenciaram no desempenho da seleção.

"Eu, do banco de reservas, não via nosso time perdendo. Nosso time era muito superior, mas acabamos perdendo por detalhes, lances, como o da falta, que treinamos pouco. (...) Era uma jogada que evitaríamos com mais tempo de treinamento. Faltou uma melhor estrutura para o Parreira trabalhar aquele elenco fantástico. E se isso tivesse acontecido, a história seria outra", complementou.

Substituto para Daniel Alves

O ex-jogador, que conquistou a Copa das Confederações de 2005, opinou sobre a atual geração da seleção - especificamente sobre a posição em que jogou. Cicinho acredita que Rafinha seria o substituto ideal para Daniel Alves. Outro nome apontado pelo ex-atleta foi o de Éder Militão.

"O lateral que pode substituir o Daniel Alves tranquilamente é o Rafinha, mas isso depende do que o Tite pensa. Também poderia usar o Militão, que é mais jovem. Acho que com Rafinha e Militão, o Brasil estaria muito bem servido. O problema do Brasil não é o ataque (...) e um jogador para resguardar a zaga ajudaria bastante. Essa qualidade o Militão tem", disse.

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