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Quedas precoces impedem Atlético-MG de ganhar até R$ 100 mi com premiações

Galo fez apenas quatro jogos na Sul-Americana e Copa do Brasil, perdendo alta fonte de renda para o restante do ano - Bruno Cantini/Agência Galo
Galo fez apenas quatro jogos na Sul-Americana e Copa do Brasil, perdendo alta fonte de renda para o restante do ano Imagem: Bruno Cantini/Agência Galo

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

28/02/2020 04h00

Na noite da última quarta-feira (26), o Atlético-MG protagonizou mais uma eliminação na ainda curta temporada de 2020. Menos de uma semana depois de cair na Copa Sul-Americana, o Galo deixou a Copa do Brasil após empatar em 2 a 2 com o Afogados-PE e perder por 7 a 6 na disputa de pênaltis. Juntas, as duas quedas impediram o clube de arrecadar mais de R$ 3 milhões em premiações somente na fase seguinte. Se continuasse vivo até a final, o valor que o Galo poderia receber supera os R$ 100 milhões.

Na Sul-Americana, o Atlético só recebeu o prêmio por participação da Conmebol, que foi de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,3 milhão). Mas como foi eliminado já na primeira fase, o time deixou de receber US$ 375 mil (R$ 1,66 milhão) por não avançar para a segunda fase. Menos de uma semana depois de sair no torneio continental, o Atlético voltou a entrar em campo pela Copa do Brasil. Como foi derrotado nos pênaltis, perdeu a oportunidade de ganhar mais R$ 1,5 milhão caso avançasse para a terceira fase do torneio.

Essas fracas campanhas e eliminações precoces renderam ao Atlético menos de R$ 4 milhões. Se ainda estivesse vivo na Sul-Americana e Copa do Brasil, esse valor poderia ser mais de 25 vezes maior (considerando as premiações para os campeões nessas competições). Somando todas as fases do torneio continental, a Conmebol pagará US$ 6 milhões (R$ 29,4 milhões) ao campeão. Já a CBF pode pagar até R$ 72,8 milhões ao vencedor da Copa do Brasil. Juntas, as premiações chegam a R$ 102,2 milhões.

Vale destacar ainda que a expectativa da diretoria no início do ano era de faturar R$ 39,4 milhões em premiações na Sul-Americana, Copa do Brasil e Brasileiro. Para se ter uma ideia, nem um título nacional permitiria ao clube atingir essa meta, já o Flamengo, atual campeão, desembolsou R$ 33 milhões pela taça do ano passado. Para 2020, esses valores serão um pouco mais reduzidos, já que os clubes rebaixados também serão remunerados de acordo com a colocação final.

Até o mês de abril, o Atlético joga o Campeonato Mineiro, competição que começou como favorito (principalmente pelo momento do rival Cruzeiro), mas que também não está jogando bem. Vale lembrar que o Estadual não paga premiação por performance, apenas direitos de TV. Atualmente, o Galo ocupa o quarto lugar na tabela e teve poucas atuações convincentes. A partir do mês de maio, o time ficará apenas com o Brasileirão pela frente. Outra fonte de receitas vem da bilheteria, mas para isso acontecer o time terá que dar sinais consideráveis de evolução para recuperar a confiança do seu torcedor e voltar a encher os estádios.

Atlético-MG