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São Paulo já chutou 100 vezes no Paulistão, mas ainda busca "start" de gols

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

10/02/2020 04h00

Classificação e Jogos

O São Paulo é, de longe, o time que mais finaliza no Campeonato Paulista. Mas as impressionantes 100 conclusões por enquanto significam apenas seis gols na competição. Essa discrepância tira o sono do técnico Fernando Diniz e assusta até jogadores experientes, como o meia e capitão Hernanes.

"O Diniz tem trabalhado para corrigir isso, dentro de nossa proposta de ser ofensivo. Se a gente convertesse 20% dessas chances em gol, já seria bom. Os adversários vão marcar atrás sempre, mas se a gente abre o placar logo, obriga a saída deles e o jogo fica bom pra gente. Se a gente toma, aumenta a retranca. Precisamos encontrar uma solução rápida. Quero acreditar que só falta um 'start' para converter essas chances", afirmou o Profeta, após a derrota por 2 a 1 para o Santo André na noite de ontem (9).

No ranking de finalizações do Paulistão até a quinta rodada — falta computar o jogo entre Santos e Botafogo na noite de hoje —, o time mais próximo do São Paulo é o Palmeiras, que soma 86 conclusões. A diferença está no aproveitamento das chances: seis gols tricolores contra dez dos alviverdes.

A média de conclusões do São Paulo na temporada é de 20 por partida até aqui. No Campeonato Brasileiro do ano passado, esse número era de apenas 12,7. O problema é que a quantidade de chutes que vão em direção ao gol segue baixa, o que ajuda a explicar escassez do ataque. Em 2019, esse índice era de 38,5% e agora só aumentou para 39%, segundo o Footstats.

Essa dificuldade encontrada pelos são-paulinos para finalizar com eficiência já era alertada por Diniz desde a virada sobre a Ferroviária, na terceira rodada. O problema ganhou ainda mais corpo contra o Novorizontino — 26 chutes para um gol — e voltou a ficar escancarado ontem contra o Santo André.

O curioso é que o técnico passou toda a semana insistindo em treinos específicos para finalizações. Chutes de primeira, com infiltração, pelo alto, de fora da área... Foram diversas atividades diferentes com o mesmo objetivo. Em algumas sessões, houve otimismo com o desempenho dos jogadores, mas essa evolução ainda não foi refletida nas partidas.

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