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Uniforme poluído? Saiba espaços que times da Série A mantêm "em branco"

Gustagol marcou pelo Corinthians contra o Fluminense. Seu time é o único com patrocínio na lateral da camisa - Daniel Vorley/AGIF
Gustagol marcou pelo Corinthians contra o Fluminense. Seu time é o único com patrocínio na lateral da camisa Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

30/12/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Crise financeira dos clubes aumenta importância de fontes de receita como patrocínios
  • Em 2019, segundo estudo do tema, alguns espaços foram pouco aproveitados
  • Só o Corinthians, por exemplo, tem patrocínio na lateral da camisa de jogo
  • Gola da camisa é explorada por só três times e os meiões por apenas cinco

A crise financeira dos principais clubes brasileiros aumenta a importância de fontes de receitas naturais, como patrocínios no uniforme. Mesmo em tempos em que a discussão já deixou de ser a "poluição" das camisas pelo excesso de marcas anunciadas, ainda há espaços pouco explorados pelo departamento de marketing dos clubes, como mostra o "mapa dos patrocinadores dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro 2019".

De acordo com o estudo feito pelo Ibope Repucom com os 20 clubes da elite, apenas o Corinthians terminou o ano com patrocínio estampado na lateral da camisa, por exemplo. Outro espaço praticamente "em branco" é a gola da camisa (só Atlético-MG, CSA e Cruzeiro detêm). O meião é ocupado apenas no uniforme de Flamengo, Fortaleza, Goiás, Palmeiras e Santos. A numeração (13 clubes) também é uma propriedade que demanda mais atenção dos clubes.

O levantamento "divide" o uniforme dos clubes em 12 espaços, inclusive o do fornecedor de material esportivo - curiosamente, o ano de 2019 contou com um recorde de clubes que optaram por marcas próprias na fabricação e distribuição dos itens. Bahia (Esquadrão), CSA (Azulão), Fortaleza (Leão 1918) e Goiás (Green 33) adotaram esse modelo. Em 2017, por exemplo, nenhum clube participante tinha marca própria. Os outros espaços são os seguintes:

Gilberto, do Bahia, mostra a marca "Esquadrão" - Felipe Oliveira / EC Bahia
Gilberto, do Bahia, mostra a marca "Esquadrão"
Imagem: Felipe Oliveira / EC Bahia

Frente (máster): em 2018, a Caixa Econômica Federal era patrocinadora de 14 dos 20 clubes da Série A. Mesmo após sua saída, o setor financeiro se manteve forte, com 11 patrocínios. No fim de 2019, apenas três clubes não contaram com apoiadores no espaço nobre: Avaí, Fluminense e Santos.

Mangas: duas empresas investiram em dois clubes diferentes neste espaço. Todos os clubes tiveram um patrocínio, ainda que pontual, na manga. Exceto o Fluminense.

Costas: Avaí e Athletico Paranaense são os únicos clubes que não contam com patrocinadores nesta propriedade.

Frente superior: é a mais utilizada pelos clubes, segundo o estudo - só Grêmio e Chapecoense não tiveram nenhuma estampa, sequer pontual. Foram 43 marcas, com destaque para o Atlético-MG, que fechou o ano com três diferentes.

Barra traseira: uma única empresa do ramo médico patrocinou sete clubes neste espaço (Internacional, Grêmio, Goiás, Fortaleza, Chapecoense, Ceará e Avaí).

Barra frontal: foi usada por apenas metade dos clubes da Série A. Em compensação, o CSA terminou a temporada com duas marcas no espaço.

Calção: terminou a temporada com 17 clubes expondo até mais do que uma única marca, a exemplo das três estampas de Atlético-MG e Bahia. Apenas Athletico Paranaense, Ceará e Fortaleza terminaram o ano sem anúncio nesta propriedade.

O Fortaleza, com 21, e o Vasco, com 16, foram os times que mais estamparam marcas diferentes em suas camisas em 2019.

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