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Flu sofre, mas vence o CSA e deixa a zona de rebaixamento do Brasileirão

Do UOL, no Rio de Janeiro

25/11/2019 21h56

Não foi sem sofrimento, mas o Fluminense, enfim, voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. O Tricolor bateu o CSA no Rei Pelé, por 1 a 0, com gol do colombiano Yony González, e deixou a zona de rebaixamento. O Flu agora é o 15º, com 38 pontos, ultrapassando Cruzeiro e Ceará na rodada.

Com apenas 12 pontos em disputa e somando apenas 29, o Azulão parou na 18ª posição e precisa tirar diferença de oito para o Vozão, que tem 37 e é o 16º colocado, primeiro fora da turma do descenso. Já o Tricolor, com o resultado, depende só de si para se manter na Série A do Brasileirão.

Quem foi bem: Caio Henrique

Se não foi lateral-esquerdo a vida toda, Caio Henrique tem méritos por se adaptar à nova posição tão rápido. Em sua primeira temporada no setor, o jovem de 22 anos teve mais uma atuação de veterano: marcou com muita concentração, se movimentou bem, foi certeiro nos passes e atacou sempre na boa. Só pecou ao perder a chance de matar o jogo, no segundo tempo, em jogada iniciada e criada por ele próprio.


Quem foi mal: Ricardo Bueno

O atacante do CSA apareceu muito pouco no jogo. E se alguém perguntar a ele, provavelmente Ricardo Bueno irá responder que não gostaria de ter sido do jeito que acabou aparecendo. No fim da primeira etapa, o camisa 9 perdeu a melhor chance da equipe no jogo: primeiro, parou em Marcos Felipe. Depois, chutou torto no rebote e a bola bateu na trave.

Faltou coragem ao CSA

Em situação calamitosa no Brasileirão, o CSA mudou pouco seu estilo de jogo e seguiu apostando apenas na parede de Ricardo Bueno e nos chutões no vazio para Apodi. Muito pouco para uma equipe que precisava dar respostas imediatas para se manter com chances de se manter na primeira divisão. Argel tentou atrair o Fluminense, que se recompõe mal, com toques na defesa, mas faltou qualidade. Por outro lado, o meio campo não conseguiu municiar bem o ataque, e seu time incomodou pouco.

Lento, Flu abre placar e recua no segundo tempo

O Fluminense também manteve seu jogo apoiado, com posse de bola superior ao adversário e muitas trocas de passe. O problema é que fica só nisso. Sem velocidade, o time não tem alternativas para furar marcações bem feitas e é pouco agressivo pelas laterais. Ganso, que fez bom jogo nos passes e quase fez um belo gol na primeira etapa, não tem opções boas de passe e acaba tendo seu jogo restrito. Os atacantes, em especial, se mexiam pouco no primeiro tempo. Na única vez em que se movimentaram bem, confundindo a defesa, Marcos Paulo cruzou com perfeição e Yony González cabeceou com força para marcar o seu.

Sem futuro definido, Yony volta a marcar depois de 10 jogos

Criticado pela torcida, o atacante Yony González voltou a marcar pelo Fluminense. E de novo de maneira decisiva: 10 jogos depois de dar a vitória ao Tricolor em clássico com o Botafogo, o colombiano fez o gol que tirou o Flu da zona de rebaixamento no triunfo no Rei Pelé. Na segunda chance que teve, o camisa 11 não perdoou: aproveitou ótimo cruzamento de Marcos Paulo, subiu mais que todo mundo, cabeceou como manda o manual, forte, para o chão, e saiu para comemorar com a torcida.

Após 21 anos, torcida do Flu volta ao Rei Pelé e segue pé-quente

A torcida tricolor, muito grande em Alagoas, estava com saudade: o Fluminense não jogava no Rei Pelé desde 1998, quando enfrentou o rival do CSA, o CRB, na Série B daquele ano. E o Flu seguiu dando alegrias aos seus torcedores alagoanos, com mais uma vitória, a 15ª em 20 jogos no estádio. Jogando lá, o Tricolor jamais perdeu.

Mailson Santana/Fluminense FC
Imagem: Mailson Santana/Fluminense FC


O jogo

A partida começou como era de se esperar: em casa, o CSA tentava se aproveitar da força da torcida que levou bom público ao Rei Pelé para pressionar o Fluminense, principalmente com uma marcação alta no campo de ataque. Assim, o Tricolor acabou tendo dificuldades para estabelecer seu jogo fincado na troca de passes. Mesmo assim, aos 11, Caio Henrique fez ótima jogada pela esquerda e achou Daniel na área, mas o meia bateu para fora, por cima do gol.

Ao passar dos 20 minutos, quando a equipe alagoana reduziu um pouco a agressividade na marcação, o Flu passou a dominar a posse de bola. Curiosamente, nos momentos em que detinha o controle, o CSA também partia de sua área com trocas de passe entre os defensores. Em grande parte da primeira etapa, o jogo era de muito estudo de lado a lado, até pela situação difícil que vivem as equipes na competição.

Aos 26, em jogada trabalhada do ataque, Ganso limpou a marcação e bateu colocado. A bola passou de Jordi, mas parou na trave. Só no fim do primeiro tempo, aos 40, os alagoanos incomodaram em cobrança de falta que Dawhan subiu sozinho, mas cabeceou para fora, com salvador desvio de Marcos Felipe. A arbitragem marcou impedimento, erroneamente. Três minutos depois, o goleiro tricolor salvaria a equipe de novo: em contra-ataque, Apodi partiu sozinho pela esquerda e achou Ricardo Bueno. O camisa 01 saiu muito bem do gol e impediu que o CSA abrisse o placar. No rebote, o mesmo Bueno chutou torto e acertou a trave pelo lado de fora.

Na volta para o segundo tempo, o Fluminense não tardou a abrir o placar. Logo aos quatro minutos, justamente no que faltava, os atacantes trocaram de posição e Marcos Paulo colocou na cabeça de Yony González. O colombiano finalizou como manda o manual: para baixo, com força, e venceu Jordi para marcar após 10 jogos de seca.

FICHA TÉCNICA

CSA 0 x 1 FLUMINENSE


Data: 25 de novembro de 2019, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Local: Estádio Rei Pelé, Maceió (AL)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Neuza Inês Back (SP)
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Público e renda: Não divulgados
Gol: Yony González, aos 4 minutos do 2º tempo
Cartões amarelos: Alan Costa, Apodi (CSA), Allan e Yuri (Fluminense)


CSA: Jordi; Dawhan, Alan Costa, Luciano Castán e Euller (Rafinha); João Vitor, Jean Kleber (Alisson Safira), Bruno Alves (Warley), Jonatan Gómez e Apodi; Ricardo Bueno. Técnico: Argel.

FLUMINENSE: Marcos Felipe; Gilberto, Nino, Digão e Caio Henrique; Yuri (Airton), Allan, Daniel (Nenê) e Ganso; Marcos Paulo (Pablo Dyego) e Yony González. Técnico: Marcão.

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