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Brasileiros sentem mais jogo decisivos do que argentinos? Blogueiros opinam

Estádio Monumental de Lima receberá a final da Libertadores entre Flamengo e River - Fernando Donasci/Folhapress
Estádio Monumental de Lima receberá a final da Libertadores entre Flamengo e River Imagem: Fernando Donasci/Folhapress

Do UOL, em Santos (SP)

21/11/2019 12h01

Resumo da notícia

  • Fla e River se enfrentam em Lima, sábado, para decidir o campeão da Libertadores
  • Argentinos levam a melhor em mata-matas nos torneios sul-americanos. Por quê?
  • "São mais intensos e concentrados", analisa o blogueiro André Rocha
  • Juca Kfouri: "O nível educacional dos jogadores faz a diferença"

Flamengo e River Plate-ARG fazem no próximo sábado (23), às 17h (de Brasília), em Lima, no Peru, a tão esperada decisão da Copa Libertadores de 2019. Será a 15ª final da competição entre brasileiros e argentinos, sendo que os "Hermanos" levaram a melhor em nove delas.

Diante desse retrospecto, abordamos com os blogueiros do UOL Esporte algumas questões envolvendo os times e jogadores brasileiros e argentinos. Por que será que os times brasileiros são fregueses dos argentinos em mata-matas em torneios sul-americanos? Eles têm mais personalidade? Confira as respostas abaixo:

Acha que o jogador argentino cresce mais no momento decisivo por ter mais personalidade do que o brasileiro?

ANDRÉ ROCHA

Nem sempre. Às vezes só é mais time mesmo. Exemplo: Boca do Riquelme contra o Grêmio em 2007. No último duelo em final da Libertadores, vitória do Grêmio sobre o Lanus.

Leia o blog do André Rocha.

ANDREI KAMPFF

Jogadores argentinos e uruguaios entenderam mais cedo que os brasileiros como a Libertadores e os torneios de mata-mata funcionam. A imposição também se dá pela questão psicológica. Mas acredito que o futebol brasileiro a partir dos anos 90 também passou a ter uma leitura mais correta da competição, e passou a dar o real valor pro torneio continental. Hoje não vejo mais os jogadores argentinos crescendo em decisões, mas atletas com mais personalidade, mais bem preparados para lidar com momentos emocionalmente desgastantes.

Leia o blog Lei em Campo.

JUCA KFOURI

Tem mais educação, mais controle emocional e mais consciência tática.

Leia o blog do Juca.

MARCEL RIZZO

Não, acho que há jogadores brasileiros com personalidade. A vantagem argentina em mata-mata é por modo de encarar o confronto como um time.

Leia o blog do Marcel Rizzo.

MAURO CEZAR

Não é possível generalizar. A final de 2012 entre Corinthians e Boca Juniors desarma tal tese, mas há casos em que ela faz sentido.

Leia o blog do Mauro Cezar.

MENON

Não acho, não. Essa é uma teoria que vem desde 1950. A imprensa e os torcedores acreditam e disseminam a ideia de favoritismo, mesmo sem conhecer as qualidades dos rivais. Então, quando o favoritismo cantado em prosa e verso não se justifica em campo, é hora de buscar culpados. Em 1950, na derrota para o Uruguai, foram Barbosa e Bigode, os negros. E, agora, é essa história de falta de personalidade. Não dá para aceitar que o outro foi melhor?

Leia o blog do Menon.

PERRONE

Não vejo como uma regra. Depende de cada caso. Existem jogadores que crescem ou que ficam apagados em decisões em todos os países.

Leia o blog do Perrone.

Times brasileiros são fregueses dos argentinos em mata-mata em torneios sul-americanos; perdem muito mais. O que acha que acontece?

ANDRÉ ROCHA

São mais intensos, concentrados e atentos aos detalhes, inclusive no perfil psicológico do árbitro pra tentar manipular.

ANDREI KAMPFF

Mata-mata tem muito da entrega, da alma. Jogar a vida em um jogo de 180 minutos. Tradicionalmente o futebol do rio da Prata (argentino e Uruguai) é mais aguerrido que o Brasileiro. Mas não vejo mais essa diferença de maneira tão gritante.

JUCA KFOURI

O nível educacional dos jogadores faz a diferença.

MARCEL RIZZO

Os times argentinos sabem jogar como visitantes. Enquanto a maioria dos brasileiros vai à Argentina para empatar, os argentinos vêm ao Brasil e jogam da mesma maneira como se estivessem dentro de seu estádio.

MAURO CEZAR

São mais concentrados, sabem se portar melhor fora de casa, e nos confrontos entre técnicos brasileiros e de fora, esses têm se mostrado superiores na maioria dos duelos.

MENON

Os times argentinos que ganharam dos brasileiros eram melhores.

PERRONE

Credito isso às circunstâncias de cada confronto e às características de cada time. Não é uma sentença absoluta. Em 2012, por exemplo, o Corinthians passou com autoridade pelo Boca. No caso do Flamengo, alguns jogadores estão esquentados, principalmente Gabigol. É preocupante.

Flamengo