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Esquecido por Mano, Borja considera deixar o Palmeiras em 2020

Atacante Miguel Borja durante treinamento do Palmeiras na Academia de Futebol - Marcello Zambrana/AGIF
Atacante Miguel Borja durante treinamento do Palmeiras na Academia de Futebol Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

05/11/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Borja começa a considerar a chance de deixar o Palmeiras em 2020
  • Comprado por mais de R$ 50 milhões, ele é a contratação mais cara da história do Alviverde
  • Borja tem ficado fora até do banco de reservas desde a chegada de Mano Menezes

Contratação mais cara da história do Palmeiras, Miguel Borja definitivamente não vingou. Sem entrar em campo há um mês, o jogador vive uma das maiores fases de esquecimento desde a sua chegada ao Brasil e começa a considerar uma saída do clube.

O colombiano já recebeu propostas recentemente, mas não quis deixar o Palmeiras para atuar em outros mercados como o da China e o do México. Houve, também, sondagens do futebol colombiano, mas nenhuma com poderio financeiro para apresentar uma proposta que agradasse o clube paulista.

Além disso, Borja ainda acreditava que teria uma chance de corresponder aos mais de 13 milhões de dólares (mais de R$ 52 milhões na cotação atual) investidos entre o primeiro pagamento e a cláusula recente que obrigou o Alviverde a comprar os 30% que ainda estavam com o Atlético Nacional.

Agora, após ficar fora até do banco de reservas, Borja pensa em aceitar a próxima boa proposta para voltar a ter mais chances e poder sonhar em ser chamado pela seleção colombiana.

Desde a chegada de Mano, o atacante perdeu espaço e não foi nem relacionado para cinco rodadas (20, 26, 28, 29 e 30). Além disso, ficou entre as opções, mas não entrou em campo em outras quatro vezes (21, 24, 25 e 27). No programa Bola da Vez, da ESPN, o comandante falou do desempenho dele.

"O Borja, ao contrário do que pode parecer, não tinha uma trajetória tão grande antes de chegar ao Palmeiras. Ele chega ao Atlético Nacional, um time que já estava jogando muito bem com o Reinaldo Rueda. É contratado para as semifinais da Libertadores, faz gol em todos os jogos e é campeão e tratado como estrela. Os clubes passaram a desejá-lo e isso o tornou uma estrela. Talvez não fosse", afirmou o comandante.

A volta de Luiz Adriano deve fazer com que Borja tenha ainda menos chance. Deyverson se mostrou como a segunda opção do treinador, com Henrique Dourado no terceiro posto. A insatisfação com o setor, aliás, deve fazer Mano Menezes indicar novos nomes para o planejamento de 2020.

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