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Comentarista da Fox critica exaltação a J. Jesus e pede calma com português

Jorge Jesus, do Flamengo, durante clássico contra o Fluminense - Thiago Ribeiro/AGIF
Jorge Jesus, do Flamengo, durante clássico contra o Fluminense Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Colaboração para o UOL, em São Paulo

05/11/2019 12h03

Para Paulo Lima, é necessário ter cautela ao falar sobre o trabalho de Jorge Jesus no Flamengo. Presente no Bom Dia Fox desta terça-feira, o comentarista afirmou que o sucesso do português no Mengão deve-se também à chegada de reforços como Rafinha e Filipe Luís, assim como a melhora de jogadores já presentes no elenco rubro-negro.

Além disso, o jornalista, apontando bons trabalhos de técnicos brasileiros nesta temporada, como Ney Franco e Vanderlei Luxemburgo, questionou a 'modinha' de enaltecer apenas J. Jesus.

"Acho que o mercado tem que ser aberto para todo mundo, só que, queira ou não queira, técnicos do futebol brasileiro ganharam tudo. Você não pode deixar de reverenciar um cara como Zagallo. Ganhou tudo. Um Carlos Alberto Parreira, um Luiz Felipe Scolari. Gente que tem conquistas homéricas no país. O Jorge Jesus chegou agora, está fazendo um trabalho de muita competência. Quantos jogam de titulares no Flamengo? São 11. Quantos chegaram depois dele (J. Jesus)? Rafinha, Marí, Filipe Luís e Gérson. De 11, quatro", falou Paulo Lima.

"O Arrascaeta era banco com o Abel, Paulo Lima", observou Mano.

"Passou a produzir. Veio de momento adverso, de fase de recuperação, negociação conturbada, de se esconder no Uruguai por causa de comportamento. O Arrascaeta não voltou, no início da temporada do Flamengo jogando essa bola toda. Agora, classificar o Jorge Jesus como competente, evidente que é. Não dá para desmerecer. O caminho é esse. Mas, tem que botar também na balança que ele chegou aqui e vieram quatro peças importantes, e mais duas ou três que começaram a jogar um futebol de altíssima qualidade. Queira ou não queira, o Arrascaeta passou a jogar um futebol muito mais agressivo, bonito. A dupla Bruno Henrique e Gabigol começou a ser mais justa no comando do ataque", completou o comentarista.

"Isso não é porque o time ficou alinhado? Por exemplo, na mão do Abel, o Gabigol não rendia o que rende hoje", questionou Mano.

"Você não pode, hoje, achar que o modelo Jorge Jesus é o que a gente tem... Uma Jane Fonda como a melhor atriz do cinema americano", comparou Paulo Lima. "Não sei se isso aí é uma semente que foi plantada, vai germinar, vai dar fruto".

"Mas, presente, tem alguém fazendo um trabalho melhor?", perguntou Luciano Calheiros.

"Não tem. Isso é inegável. Tá virando uma modinha muito forte no jornalismo enaltecer, enaltecer, enaltecer. Quando ele tiver seis anos de futebol brasileiro, dez anos de futebol brasileiro, eu vou dizer...", respondeu Lima.

"Mas por que valorizar Jorge Jesus remete desvalorizar (os demais)?", retrucou Calheiros.

"Não estou dizendo que está desvalorizando, é que a gente esquece de falar... O Ney Franco chegou no Goiás e botou o time lá em cima. O Luxemburgo chegou e botou o Vasco para cima. Com elencos pequenos", exemplificou Paulo.

"O que me chama a atenção é que eu vejo uma novidade em meio à mesmice. Não que na mesmice você não tivesse bons trabalhos. Você tem bons trabalhos. O Mano é um exemplo, com o próprio Cruzeiro bicampeão da Copa do Brasil. O Vasco, dentro de suas dificuldades, conseguiu fazer boas partidas", argumentou Calheiros.

"O Cuca foi, recentemente, campeão da Libertadores da América. Qual foi o último grande trabalho do Jorge Jesus? Ele nunca foi campeão na Europa", concluiu Paulo Lima.

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