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Como o DM do Santos deixou de ser problema e virou trunfo em 2019

Ricardo Galotti, chefe do Departamento Médico do Santos, em entrevista coletiva - Divulgação/Santos FC
Ricardo Galotti, chefe do Departamento Médico do Santos, em entrevista coletiva Imagem: Divulgação/Santos FC

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

07/08/2019 04h00

O ano de 2019 trouxe não apenas uma nova comissão técnica para o Santos, mas também um novo Departamento Médico. O presidente José Carlos Peres reformulou totalmente o DM santista, que passou por vários problemas no ano passado, inclusive com médicos pedindo demissão, e iniciou o ano desfigurado. Hoje, o departamento é destaque no Brasil.

Ricardo Galotti, médico com passagens pelo Corinthians e seleção brasileira, foi o escolhido para chefiar o DM santista e acertou com o clube no final de janeiro. Sob sua batuta, o Peixe comandou uma reformulação total no departamento.

"Chegamos com a proposta de mudar. Contratamos profissionais competentes, atualizados cientificamente e com comprometimento total à instituição. Sem tudo isso, fica difícil. Se uma peça não funcionar, a coisa não anda no DM. Fizemos o entrosamento total dos profissionais com competência e comunicação", explicou Galotti em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, que detalhou os novos procedimentos implantados no Peixe desde a sua chegada.

"Na fisioterapia fizemos o pré-treino individualizado. Mapeamos todos os atletas, avaliamos todas as lesões anteriores e conseguimos fazer um treino de prevenção individual. Temos o controle de carga também, que mapeia quem está cansado. Mudamos a nutrição, individualizamos o cardápio de cada atleta, sabemos a composição corporal de todos. Fizemos o teste de suor para saber quanto cada atleta perde de líquido no treino para conseguir repor isso. Tudo isso resultou nessa diminuição de lesões", definiu.

Segundo um levantamento recente feito pelo "Globoesporte.com", o Santos é o clube que menos perdeu jogadores por lesão na temporada. Além dos médicos com dedicação exclusiva ao Santos, o trabalho do técnico Jorge Sampaoli, adepto ao rodízio na equipe titular, e sua comissão técnica ajuda no sucesso do DM.

"Trabalhei com Tite, Carille e vários treinadores. Sampaoli tem uma metodologia diferente. Ele vive o futebol 24h por dia. Mesmo quando não tem treino ele está no clube, quer saber de todos os departamentos. A rodagem de elenco ajuda, porque o jogador não se desgasta tanto. Sampaoli é um cara que pensa muito nisso e para gente é muito bom. O baixo índice de lesões que estamos também é pelo trabalho dele", afirmou Galotti.

No total, foram dez saídas do departamento neste ano: Luiz Rosan, chefe do CEPRAF (Centro de Excelência em Prevenção e Recuperação de Atletas de Futebol); os médicos Marcus Vinicius Moreira, Thiago Ribeiro dos Santos, Victor Pacheco e Luiz Carlos Lopes Júnior; os massagistas Zé Augusto e Jorge Jesuíno; a nutricionista Sandra Merouço; o preparador físico Fernando Fernandez; e o fisioterapeuta Thiago Lobo, que foi convidado para trabalhar com Vinicius Jr. no Real Madrid (ESP).

Para as vagas, o Peixe contratou os médicos Fábio Novi e Luiz Fittipaldi, a nutricionista Alessandra Favano, o fisioterapeuta José Renato Perez e os massagistas Marcão, Renato Milho e Jailson.

Galotti afirmou que o Departamento Médico está agora completo, com todos os profissionais que ele gostaria de contar e quer apenas uma evolução material no Peixe. O chefe do DM santista acredita que a estrutura do Santos é de altíssimo nível, mas ainda pode dar mais um salto de qualidade. Ele já fez o pedido ao presidente José Carlos Peres, que prometeu ajudar com novos equipamentos.

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