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Corinthians repudia ação da PM contra protesto de torcedor a Bolsonaro

Rogerio Lemes de Carvalho compartilhou boletim de ocorrência nas redes sociais - Reprodução/Facebook
Rogerio Lemes de Carvalho compartilhou boletim de ocorrência nas redes sociais Imagem: Reprodução/Facebook

Samir Carvalho

Do UOL, em São Paulo (SP)

06/08/2019 11h35

O Corinthians divulgou nota oficial hoje repudiando ação da Polícia Militar, que retirou um torcedor da arquibancada no clássico contra o Palmeiras no último domingo, em Itaquera, por gritar palavras contra o presidente Jair Bolsonaro (PSL).

O clube paulista cita que o caso foi um grave atentado às liberdades individuais no Estado Democrático de Direito e que historicamente o clube sempre apoiou a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação.

Rogerio Lemes Coelho afirmou ter sido agredido pelos policiais e levado para um posto da PM. No Facebook, ele divulgou a cópia do boletim de ocorrência registrado pelo segundo Batalhão de Polícia de Choque, no centro da capital, que confirma a abordagem policial e a condução até a delegacia.

O torcedor relatou o ocorrido em detalhes nas redes sociais, dizendo que ficou "todo dolorido" e expondo imagens das marcas das algemas e roxos nos dedos nas mãos;

"Os policiais vieram pra cima, um já me deu mata-leão quando eu caí, me algemaram, me levaram pra uma sala e ficaram me humilhando", disse Rogerio

Confira a nota oficial do Corinthians:

A Arena e o Sport Club Corinthians Paulista vêm a público repudiar o episódio que resultou na prisão do torcedor Rogério Lemes Coelho durante o jogo ocorrido no último domingo (04) contra o Palmeiras na Arena Corinthians, após sua manifestação contra o Presidente da República. O clube historicamente reitera seu compromisso com a democracia e a defesa do direito constitucional de livre manifestação, desde que observados os princípios da civilidade e da não violência. A agremiação lembra que diferentes autoridades, entre elas o presidente do clube, já foram alvo de manifestações da torcida durante os mais variados eventos esportivos realizados no local e o episódio caracteriza-se como um grave atentado às liberdades individuais no Estado Democrático de Direito.

Versão da SSP

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) paulista disse que os policiais agiram "para preservar a integridade física do torcedor", já que a atitude dele teria causado "animosidade com outros torcedores, com potencial de gerar tumulto e violência generalizada".

Ainda de acordo com a SSP, as "polícias de São Paulo são instrumentos do Estado Democrático de Direito e não pautam suas ações por orientações políticas"

Por fim, o órgão informa que Rogerio não foi preso, mas conduzido ao posto do Juizado Especial Criminal (Jecrim) na Arena Corinthians, onde foi registrado um boletim de ocorrência "não criminal", ou seja, apenas uma comunicação formal de um fato, sem complicações jurídicas ou penais.

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